No intervalo de 72 horas, a Bahia registrou pelo menos três casos de feminicídio e tentativa de feminicídio. O levantamento considera mulheres agredidas entre a manhã do último sábado (14) e a manhã desta segunda-feira (16).
O caso mais recente ocorreu na capital baiana, no Shopping Paseo, bairro do Itaigara. Uma funcionária de 39 anos foi esfaqueada na manhã desta segunda-feira pelo ex-companheiro, de quem estava separada havia dois anos. O crime está sendo investigado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam/Casa da Mulher Brasileira) como tentativa de feminicídio.
Na madrugada de domingo (15), Maiza Almeida dos Santos, de 31 anos, e Estela Reis Santos, de 23, foram assassinadas a tiros na cidade de Fátima, no nordeste da Bahia. A prefeitura emitiu uma nota de pesar: “Neste momento de luto, nos solidarizamos com as famílias e amigos, e reforçamos nosso compromisso com a luta pela proteção das mulheres e pelo fim da violência de gênero”. Segundo a Polícia Civil, os crimes foram tipificados como feminicídio e homicídio.
Outro caso ocorreu em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Cristiane Ribeiro Reges foi baleada na noite de sexta-feira (13), na Avenida Aroeira, bairro Ponto Parada. O suspeito é Marcos Souza Batista, de 48 anos, ex-marido da vítima.
Em 2023, a Bahia contabilizou 108 feminicídios, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, além de 209 tentativas ao longo do ano.
Feminicídio no Bonfim
No domingo (15), Gleicy da Silva Bonfim, de 26 anos, foi encontrada morta com marcas de tiros dentro de casa, no bairro do Bonfim, em Salvador. Casada há cinco dias com um policial militar, a família da vítima suspeita de feminicídio. A polícia afirmou que a hipótese não está descartada.
Nas redes sociais, Kelly Bonfim, irmã da vítima, relatou o medo da família e pediu justiça. “Ele [o PM] ainda não foi preso. A família está com medo e não consegue raciocinar. Não deixe essa notícia cair no esquecimento. Queremos justiça pela vida da minha irmã”, escreveu.