Um princípio de incêndio em um trio elétrico, foliões atropelados e choque contra um poste de energia elétrica cuja fiação atinge o público. Ninguém quer ver isso no Carnaval, mas quem trabalha precisa estar pronto para qualquer eventualidade. Por isso, esse foi o cenário do Simulado de Desastres com Múltiplas Vítimas, realizado na manhã desta quarta-feira (19), no Farol da Barra.
A simulação, coordenada pelo Comando de Operações do Corpo de Bombeiros Militar, contou com a participação das polícias Militar, Civil e Técnica, Superintendência de Telecomunicações da SSP, Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Guarda Municipal, Defesa Civil de Salvador (Codesal) e outras instituições estaduais e municipais.
Durante a simulação, policiais militares isolam o ambiente e afastam curiosos; bombeiros retiram vítimas atingidas; e o DPT identifica e recolhe as fatalidades. Toda a cena acontece na Barra, com muitos gritos e pedidos de ajuda por parte das vítimas.
Foram utilizados no evento veículos autobomba tanques, empregados no combate ao incêndio no trio; viaturas de duas e quatro rodas; e aeronaves dos Grupamentos Aéreos do CBM e da PM, que auxiliam no transporte das vítimas em estado grave.
A perita odonto-legal Liz Magalhães Brito, coordenadora da equipe do DVI do Instituto Nina Rodrigues, explicou que o DPT atuou no transporte de vítimas fatais.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, Adson Marchesini, explicou que o simulado é essencial para a preparação das equipes para que, em caso de desastres, as equipes possam oferecer uma resposta rápida para a sociedade.