Durante a prestação de contas feita na manhã desta quarta-feira (26), na Câmara Municipal de Camaçari, de forma online, o atual subsecretário da Secretaria da Fazenda do Município, José Raimundo de Souza, pontuou que a cidade, em 2024, arrecadou cerca de R$ 2,407 bilhões, um aumento de 9% em relação à arrecadação do ano anterior, que ficou por volta de R$ 2,309 bilhões.
Durante a reunião, que foi conduzida pelo presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara, vereador Herbinho (União), o subsecretário mostrou que, desse montante, 45,03% veio de transferências correntes; 29,77%, de receitas de impostos, taxas e contribuições de melhorias; 10,30%, de operações de crédito; enquanto os demais 14,9% foram divididos entre contribuições (7,1%), receita patrimonial (3,52%), receita de serviços (0,41%), outras receitas correntes (2,78%), receitas de capital (0,15%) e transferências de capital (0,62%).
Sobre as despesas, Camaçari tinha uma previsão de gastos de mais de R$ 2,6 bilhões, mas a gestão do então prefeito Elinaldo Araújo utilizou aproximadamente 90,94% do previsto, ficando abaixo do teto de gastos. Ainda de acordo com os dados, os gastos com despesas de pessoal alcançaram 41,8%. O investimento em educação ficou em 25,94%, enquanto, em saúde, ficou em 17,26%, ambos acima do percentual mínimo determinado pela legislação brasileira.
Ainda durante a sessão, os vereadores Jackson Josué (União) e Tagner Cerqueira (PT) levantaram questões sobre os chamados "Restos a Pagar" das pastas de Educação e Saúde. Segundo José Raimundo de Souza, o montante das dívidas ficou em quase R$ 54 milhões, sendo que, apenas nessas duas secretarias citadas, a dívida total foi de aproximadamente R$ 35 milhões.
Desde o início da gestão de Elinaldo Araújo, em 2017, a arrecadação foi de aproximadamente R$ 1,7 bilhão. Em 2018, registrou-se um aumento para R$ 1,9 bilhão, seguido por R$ 2,1 bilhões em 2019. Em 2020, apesar dos desafios impostos pela pandemia de COVID-19, a arrecadação manteve-se estável em R$ 2,05 bilhões. Em 2021, observou-se uma recuperação econômica, com a arrecadação atingindo R$ 2,3 bilhões. No entanto, em 2022, houve uma redução para R$ 2,2 bilhões, refletindo desafios econômicos e fiscais. Em 2023, a arrecadação projetada foi de R$ 2,212 bilhões, com o primeiro quadrimestre registrando R$ 689 milhões, representando 32,5% do previsto para o ano.
Esses dados indicam que, apesar de períodos de crescimento, o município enfrentou desafios fiscais, especialmente em 2022 e 2023, exigindo medidas de contenção de gastos e estratégias para aumentar a arrecadação.