As imagens das câmeras de segurança da agência da Caixa Econômica Federal de Dias d’Ávila confirmam que o vigilante Jeanderson de Souza Santana agiu em legítima defesa ao atirar contra um cliente na tarde desta quinta-feira (3). O vídeo foi enviado ao Mais Região pela defesa do vigilante, no inicio da manhã desta sexta-feira (4), após análise das gravações, que mostram o momento da discussão e da agressão.
De acordo com a gravação, o cliente identificado como Sidnei inicia uma discussão com um gerente que o atendia. Em seguida, levanta da mesa de forma exaltada e parte em direção ao funcionário. O segurança, que estava logo atrás, percebe a tensão e se aproxima. Sidnei então muda o foco da discussão e passa a confrontar o vigilante.
Durante a confusão, Sidnei faz menção de agredir o segurança, que reage tentando contê-lo com empurrões sucessivos. Em determinado momento, uma gerente que estava em uma mesa próxima tenta atravessar o local, mas Sidnei parte para cima dela. O vigilante novamente o empurra, afastando-o da funcionária.
Logo depois, Sidnei volta a discutir com o segurança e tenta agredi-lo com um soco. É nesse instante que Jeanderson, já com a arma em punho, efetua um único disparo, que atinge Sidnei na região da barriga. Mesmo ferido, Sidnei ainda caminha alguns metros, mas logo cai no chão, ensanguentado.
A defesa do vigilante divulgou uma nota de esclarecimento afirmando que ele foi agredido com um soco no rosto e reagiu para evitar ser desarmado e proteger não apenas a própria vida, mas também a de atendentes e demais clientes.
“No exercício de sua função como vigilante, ele interveio diante de um cliente descontrolado que ameaçava e agredia os atendentes. Ao tentar conter a situação, também foi agredido com um soco no rosto. Diante da possibilidade de ser desarmado, realizou um único disparo com o intuito exclusivo de conter a injusta agressão. Não houve, em momento algum, a intenção de matar, mas sim de preservar vidas”, afirma a nota.
A defesa destacou ainda que Jeanderson é um trabalhador honesto, pai de família e agiu dentro dos limites da legalidade. O caso segue sob investigação pela Polícia Civil.
Veja as imagens do circuito interno da agência