Durante o programa É do Povo desta terça-feira (08), Mário Santos, presidente do Sindicato dos Rodoviários de Camaçari e Região (SINDROD), afirmou que a falta de comunicação entre a Agerba e os empresários tem sido o maior entrave para a resolução definitiva da falta de transporte coletivo.
Mário comentou que a Expresso Vitória, empresa que aceitou operar emergencialmente nas linhas de Camaçari e Dias d’Ávila, não tinha Mata de São João incluída no itinerário fornecido pela agência do Governo do Estado. No entanto, as linhas que atendem à cidade foram incluídas após uma solicitação do sindicato.
Ainda segundo o entrevistado, a ausência de uma licitação, que deveria ser realizada pelo governo, é um dos motivos pelos quais as linhas operadas pela Brisa e pela Cidade das Águas — ambas da empresa Univale — foram devolvidas no início de 2025.
"Existe uma má vontade há anos. Você vê que é uma emergencial em cima de outra emergencial. Se existisse uma licitação, a Brisa não teria entregue, mas como não houve, ela entregou", disse Mário Santos.
O presidente do SINDROD comentou ainda que a proliferação do transporte alternativo, conhecido como "ligeirinhos", e o aumento do uso de aplicativos para transporte de pessoas são reflexos dessa falta de atenção dos governos. Além de não subsidiar a gratuidade, os governos não buscam soluções para a manutenção dessas empresas, tampouco estabelecem diálogo com os empresários.