Geral Salvador
Após confusão e interrupção de sessão, Câmara aprova reajuste do salário de professores
Antes da votação sindicalistas invadiram Centro de Cultura da Casa e iniciaram uma confusão
23/05/2025 00h33
Por: Luana Velloso Fonte: Correio24horas
Crédito: Antonio Queirós

De acordo com o presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB), a votação aconteceu fora do plenário para preservar a segurança dos vereadores e dos servidores. Foram apresentadas seis emendas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sendo quatro pela bancada de governo e duas pela oposição. A matéria contou com parecer favorável do presidente do colegiado e relator, vereador Sidninho (PP), sendo encaminhada depois para apreciação. Com abstenção da bancada de oposição, o projeto foi aprovado pela maioria. 

"Projeto votado, encerrado, após isso será sancionado pelo prefeito. Agora é pedir o bom senso da bancada de oposição para que haja uma construção de um consenso, já que foi muito tenso hoje. Na realidade, pode ter certeza que o que os sindicatos, o verdadeiro sindicato, precisar da Câmara Municipal para que nós possamos fazer essa intermediação entre o Executivo Municipal e a categoria e, pode ter certeza que estaremos aqui para fazer e ajudarei no que for necessário, desde que não volte a ter agressões e destruição do patrimônio público”, declarou o presidente.

Após o grupo entrar no plenário, à tarde, Bruno Carianha, diretor do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), pegou o microfone das mãos do vereador Sidninho, que tentou recuperar o equipamento. O tumulto se intensificou e durante a confusão, o parlamentar teria sido mordido. A reportagem entrou em contato com Sidninho para confirmar a informação, mas não conseguiu retorno. Carianha foi detido por Policiais Militares e acompanhado pela Guarda Civil Municipal de Salvador (GCM). A PM foi procurada pelo CORREIO, mas não houve retorno.

"Essas agressões não são feitas por verdadeiros sindicalistas, são feitas por baderneiros. Então, para mim, é um ato que vem de pessoas que não sentam numa mesa de negociação como determina os próprios sindicatos, como determina a lei, para que as reivindicações deles sejam atendidas”, pontuou Muniz.