Política em Foco Brasília
Oposição mira Haddad e quer Nikolas relator de projeto para barrar IOF
Ministro da Fazenda pode ser convocado para explicar mudanças em alíquotas; projetos para derrubar decretos foram apresentados na Câmara e no Senado
25/05/2025 07h55 Atualizada há 1 ano atrás
Por: Luciano Bandeiras Fonte: CNN Brasil
Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Parlamentares da oposição atuam para manter pressão sobre o governo por conta do aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A medida foi anunciada na última quinta-feira (24) e gerou críticas imediatas do mercado. O Ministério da Fazenda, então, cancelou o aumento do imposto para investimentos de fundos nacionais no exterior.

No dia seguinte, o ministro Fernando Haddad convocou uma coletiva para explicar o recuo. Horas depois, o líder da oposição na Câmara, deputado Luciano Zucco (PL-RS), cobrou mais informações. Desta vez, formalmente ao Congresso.

“Protocolei imediatamente um requerimento de convocação do ministro Fernando Haddad, que terá que ir ao Parlamento explicar essa barbeiragem – uma manobra tão desastrosa que, poucas horas depois da repercussão negativa, obrigou o próprio governo a recuar de parte das medidas anunciadas”, afirmou Zucco em nota.

O pedido de convocação – que não tem data para ser analisado – foi apresentado na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC). Em paralelo, Zucco também tenta dar celeridade para análise de um projeto para barrar todas as mudanças anunciadas pelo governo.

“Não aceitaremos recuos parciais. Não aceitaremos migalhas. O recuo tem que ser total. Nenhuma dessas medidas pode permanecer de pé”, disse o líder da oposição.

O nome mais cotado pela oposição para relatar a proposta é o do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A estratégia é dar visibilidade ao tema. O parlamentar é um dos representantes da direita com maior engajamento de apoiadores nas redes sociais.

No início do ano, o Nikolas foi a figura chave da oposição contra a proposta do governo sobre a fiscalização de transações do Pix. O material produzido por ele nas redes sociais gerou desgaste e também levou o governo a recuar.