Uma das principais solicitações da população de Camaçari é a instalação de passarelas em pontos críticos na BA-535, conhecida como Via Parafuso, e na BA-099, a Estrada do Coco. Ambas são administradas por concessionárias privadas que gerenciam e cobram tarifas nas praças de pedágio.
Recentemente, o portal Mais Região noticiou um grave acidente que vitimou um aposentado e reacendeu a discussão sobre a segurança nessas vias, encabeçado pelo vereador Jackson Josué (UB), que, durante entrevista ao programa "É do Povo", afirmou que diversas reuniões já foram realizadas na Câmara Municipal para discutir a necessidade de melhorias estruturais e de segurança viária.
“Você não vê a 099 ser iluminada, mas você vê lá em Catu de Abrantes uma praça de pedágio com valor absurdo, e os investimentos não chegam”, criticou o vereador, ao denunciar a falta de infraestrutura na Estrada do Coco, via que conecta diversas cidades da Região Metropolitana de Salvador aos litorais de Camaçari e Mata de São João.
Em relação à Via Parafuso, sob a responsabilidade da concessionária Bahia Norte, Jackson destacou que foram feitos dezenas de pedidos à AGERBA (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia), mas, até o momento, nenhuma solução foi implementada para a instalação de passarelas ou outros dispositivos de segurança ao longo da via, que liga Salvador a Camaçari.
“Já tentamos até judicializar. Trouxemos o grupo da Bahia Norte para falar com a comunidade do Loteamento Monte Negro, e naquela época ainda não havia nem um shopping. Hoje, já existe também a comunidade do Jardim Limoeiro, junto com o Parque das Mangabas, que formam praticamente uma cidade. E é um descaso da Bahia Norte. Eu vou solicitar mais uma audiência na ALBA (Assembleia Legislativa da Bahia) com a Bahia Norte para resolver essa situação”, afirmou o edil, reforçando que novas providências devem ser adotadas para buscar a resolução do problema.