A Prefeitura de Camaçari assinou, nesta sexta-feira (30), a ordem de serviço que autoriza a operação emergencial do transporte público coletivo no município. A medida, anunciada como uma das prioridades da gestão Luiz Caetano, ocorre após cinco meses, período marcado por dificuldades de mobilidade e pela precariedade no deslocamento de milhares de moradores da sede, orla e zona rural.
O transporte público da cidade foi interrompido em novembro de 2024, com o vencimento do contrato anterior. Desde então, a população tem enfrentado limitações no direito de ir e vir, sobrecarregando os serviços alternativos e elevando os custos individuais com transporte. A ordem de serviço assinada nesta sexta-feira prevê que os veículos comecem a circular dentro de 20 dias, com 70% da frota, e que a operação atinja 100% em até 30 dias.
A gestão municipal afirma que o sistema emergencial abrangerá 28 roteiros, atendendo 47 localidades com uma frota de 45 veículos — sendo 30 ônibus convencionais e 15 micro-ônibus. A promessa é de que os veículos estejam equipados com ar-condicionado, elevador para pessoas com deficiência e Wi-Fi. A operação também contará com bilhetagem eletrônica e monitoramento em tempo real pela Superintendência de Trânsito e Transporte Público (STT).
Durante o período emergencial, que poderá durar até 12 meses (seis meses prorrogáveis por mais seis), as tarifas permanecerão nos mesmos valores: R$ 5 na sede, R$ 5,30 na Orla 1 (Arembepe, Jauá e Abrantes) e R$ 7 na Orla 2 (Barra do Pojuca a Barra do Jacuípe). A gratuidade segue garantida para idosos, pessoas com deficiência e demais públicos previstos em lei.
A criação de uma solução temporária já era esperada desde o início da atual gestão, que assumiu em janeiro deste ano, com a promessa de restabelecer o serviço de transporte como uma das prioridades.
O sistema de transporte público em Camaçari estava paralisado desde novembro de 2024, período de vencimento do antigo contrato, que não foi renovado durante a gestão anterior. Ao assumir o Executivo, a atual administração encontrou a cidade sem transporte e desde janeiro tem empreendido esforços para a resolução do problema. Em fevereiro, o governo encaminhou à Câmara Municipal de Vereadores o projeto de lei n°1.175/2025, que prevê subsídio na prestação regular e eficiente do serviço, aprovado por unanimidade na Casa.
"Está assinado o contrato. Vamos ter esse momento emergencial de seis meses, podendo prorrogar por mais seis meses. Amanhã, a gente já começa a trabalhar o processo da concessão, e depois de um ano a gente vai trabalhar para fazer uma nova licitação, e futuramente fazer a concessão do transporte público do município de Camaçari de maneira permanente. Agradecer também à Câmara de Vereadores, que nos concedeu esse subsídio. Nosso objetivo é valorizar o povo, é garantir os direitos cada vez mais", afirmou o prefeito Luiz Caetano.
Edmilson Sousa, diretor-superintendente da STT, reforçou o compromisso do órgão. "Encontramos a cidade sem transporte público, as pessoas sem direito de ir e vir. Desde janeiro estamos na luta para solução para esse problema. Tivemos várias reuniões com o Ministério Público, com empresários, vereadores para chegar até aqui. Sabemos que não é o suficiente, mas existe o compromisso e empenho para que futuramente seja assinado o contrato oficial", projetou.
O vereador e líder do governo, Tagner Cerqueira, enalteceu a unidade entre Executivo e Legislativo. "Foi um esforço coletivo. A prefeitura convocou a Câmara de Vereadores de forma extraordinária e a Câmara atendeu esse pleito. Feliz em ver que em pouco tempo, cerca de quatro meses, conseguimos junto com o Ministério Público, o município, o Executivo e o Legislativo estar aqui hoje concretizando a realização desse sonho, a resolução emergencial desse problema crônico e que, futuramente, iremos solucionar de forma efetiva", disse.