Os professores da rede municipal de Lauro de Freitas decidiram suspender a greve que durava nove dias. A categoria deverá retornar às salas de aula nesta segunda-feira (14).
A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do município (Asprolf), após uma determinação judicial que considerou a greve ilegal e impôs uma multa diária de R$ 1 mil. A suspensão também ocorre após um protesto de pais e mães de alunos, realizado na última sexta-feira (11), que ganhou repercussão local.
Apesar da retomada das atividades, os professores afirmam que permanecerão em estado de greve, o que significa que podem voltar a paralisar as atividades a qualquer momento. Em nota, o sindicato informou que a categoria continuará promovendo manifestações e solicitando reuniões com a prefeitura, negociações que, segundo a entidade, foram interrompidas em abril.
A gestão municipal, por sua vez, afirma que os salários dos profissionais estão em dia e que já foi apresentada uma proposta de reajuste salarial de 2% para a categoria.
A greve havia sido aprovada em assembleia no dia 18 de junho, com início marcado para 3 de julho. Milhares de estudantes foram impactados pela paralisação, considerada por parte da população como um movimento político contra a prefeita Débora Régis (União Brasil). O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) determinou, na última segunda-feira (7), a suspensão imediata da greve, bloqueando as contas da Asprolf e proibindo atos que impedissem o funcionamento regular das escolas.