Geral Investigação
Polícia apura ataques que deixaram delegado e investigador baleados em Salvador
Casos ocorreram na Engomadeira e em Cajazeiras VIII; vítimas seguem internadas, sem risco de morte
15/07/2025 00h11
Por: Redação
Crédito: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta segunda-feira (14), uma operação integrada para apurar os ataques que deixaram dois policiais civis baleados em bairros distintos de Salvador. As ocorrências, registradas em menos de 24 horas, vitimaram o delegado Jean Fiuza, da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), e o investigador Marco Antônio Paiva Martins, que segue na ativa.

O primeiro caso ocorreu na manhã desta segunda, durante uma operação no fim de linha da Engomadeira, onde a polícia foi recebida a tiros por suspeitos armados durante a interrupção de uma festa do tipo paredão. O delegado Jean Fiuza foi atingido no braço e levado ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde permanece internado. Além dele, duas pessoas também foram baleadas: um homem, que morreu no local, e uma mulher, socorrida pela equipe.

A ação tinha como objetivo o cumprimento de mandados de busca e apreensão na região da Estrada das Barreiras, mas não havia comunicação prévia com a Polícia Militar. O local é considerado de atuação de grupos criminosos armados.

Horas antes, na noite de domingo (13), o investigador Marco Antônio foi baleado de raspão no rosto durante uma tentativa de assalto na Avenida 29 de Março, no bairro de Cajazeiras VIII. Ele também foi atendido e está fora de perigo.

Diante dos dois episódios, o delegado-geral André Viana reuniu a cúpula da Polícia Civil e determinou ações estratégicas de apuração. “Não vamos descansar até responsabilizar os autores dos disparos que também alvejaram moradores da região”, afirmou.

As diligências de campo estão sendo conduzidas por equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Departamento de Inteligência Policial (DIP), Draco, Deic, Denarc, Depom, além das coordenações da CORE e da Polícia Judiciária (COPJ). O objetivo é localizar os envolvidos nos ataques e identificar possíveis conexões com o crime organizado.

As vítimas seguem hospitalizadas, sem risco de morte. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.