Geral SindiMed
Após denúncia, médicos suspendem atendimentos em hospitais públicos da rede estadual
A paralisação deve entrar em vigor a partir das 00h do próximo dia 31 de julho, quinta-feira
26/07/2025 17h13
Por: Luciano Bandeiras Fonte: Bahia Notícias
Reprodução/ Seab

O Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (SindiMed) anunciou a suspensão de atendimentos eletivos clínicos e cirúrgicos em cinco hospitais públicos da rede estadual após denúncia de possível desligamento de profissionais em regime CLT.  Segundo denúncia, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) estaria demitindo mais de 500 médicos de cinco unidades estaduais para contrá-los em regime Pessoa Jurídica (PJ). 

A paralisação deve entrar em vigor a partir das 00h do próximo dia 31 de julho, quinta-feira, nas maternidades Albert Sabin e Tsylla Balbino, IPERBA, Hospital Geral Roberto Santos e Hospital Geral do Estado. Os atendimentos de fichas verdes e azuis também estarão suspensos. 

A decisão foi tomada em assembleia do sindicato na noite da última quinta-feira (24). “Diante da frustração nas negociações com o Governo do Estado, foi deliberado, por unanimidade, que haverá, nas aludidas unidades, restrição de atendimentos das fichas verdes e azuis, bem como dos procedimentos eletivos”, informa a nota. 

Em entrevista anterior ao Bahia Notícias, a presidente do SindiMed, Rita Virgínia, explicou que um aviso sobre os desligamentos foi enviado para a organização responsável pelas contratações dos profissionais. Conforme a representante da classe médica, o ofício informada que até o dia 31 de julho cerca de 529 médicos das unidades em regime CLT seriam demitidos. 

Em nota enviada à imprensa, a Sesab informou que a medida era uma ferramenta para fortalecer a gestão pública e que encerraria o escalonado do contrato com o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS). 

Veja o que diz a nota:

Insensibilidade da SESAB resulta em greve dos médicos da Rede Própria do Estado

A partir das 00h do dia 31 de julho de 2025 e por tempo indeterminado, entram em greve os médicos que atuam sob os diversos vínculos nas maternidades Albert Sabin e Tsylla Balbino, IPERBA, Hospital Geral Roberto Santos e Hospital Geral do Estado.

A paralisação foi definida em assembleia convocada pelo Sindimed-BA, que teve participação maciça na noite de 24 de julho de 2025, em apoio aos médicos que estão sendo demitidos dos vínculos celetistas com o INTS.

Diante da frustração nas negociações com o Governo do Estado, foi deliberado, por unanimidade, que haverá, nas aludidas unidades, restrição de atendimentos das fichas verdes e azuis, bem como dos procedimentos eletivos. As comunicações estão sendo feitas dentro do prazo estabelecido no ordenamento jurídico.

O Sindimed-BA alerta aos demais colegas sobre a importância do respeito aos artigos 48 e 49 do Código de Ética Médica (CEM). “Art. 48 Assumir emprego, cargo ou função para suceder médico demitido ou afastado em represália à atitude de defesa de movimentos legítimos da categoria ou da aplicação deste Código. Art. 49 Assumir condutas contrárias a movimentos legítimos da categoria médica com a finalidade de obter vantagens”.

O Sindimed-BA ressalta que permanece à disposição para seguir negociando pela categoria médica e reafirma seu compromisso sempre ao lado dos médicos, dos pacientes e de uma medicina de qualidade.