A Polícia Civil registrou no 1° semestre de 2025, reduções das mortes violentas na capital baiana, na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e também no interior do estado.
Na comparação com os primeiros seis meses de 2024, o estado da Bahia apresentou queda de 7,3% dos casos de homicídio, latrocínio e lesão dolosa seguida de morte.
Em Salvador a redução no primeiro semestre foi de 16,6%, na comparação com o ano anterior. Em números absolutos foram registrados 398 casos este ano, contra 477 no ano de 2024.
As cidades da RMS, por sua vez, fecharam com diminuição de 8,4% e os municípios do interior com redução de 4,1%.
“A queda dos índices criminais na Bahia tem relação direta com a dedicação e o empenho dos homens e mulheres que compõem as Forças Policiais e de Bombeiros. Eles que arriscam diariamente as suas vidas para servir e proteger”, enfatizou o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner.
Acrescentou ainda a importância dos investimentos contínuos. “O Governo do Estado contratou seis mil novos profissionais em dois anos e meio. Pela primeira vez na história da Bahia, foram realizados quatro concursos simultâneos. Entregamos também novas unidades e equipamentos. Seguiremos modernizando as nossas instituições de Defesa Social e integrando esforços através do Bahia Pela Paz”, completou Werner.
Situação de Camaçari
Apesar da redução nas mortes violentas na Região Metropolitana de Salvador (RMS), Camaçari continua entre as cidades mais perigosas do Brasil, ocupando o 4º lugar no ranking nacional de Mortes Violentas Intencionais (MVI) em 2025, com uma taxa de 74,8 casos por 100 mil habitantes. O dado, divulgado no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, mostra que o município baiano ficou atrás apenas de Maranguape (CE), Jequié (BA) e Juazeiro (BA), evidenciando que, mesmo com ações de segurança, a violência ainda representa um grave desafio local.
Maranguape (CE) – 79,9
Jequié (BA) – 77,6
Juazeiro (BA) – 76,2
Camaçari (BA) – 74,8 (ou 74,6, segundo outra fonte)
Cabo de Santo Agostinho (PE) – 73,3