O Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed‑BA) confirmou uma paralisação nos atendimentos clínicos e cirúrgicos eletivos em cinco hospitais estaduais a partir de 0h de quinta‑feira (31).
A decisão foi tomada em assembleia do sindicato realizada na noite da última quinta-feira (24) e anunciada oficialmente em meados do sábado (26).
A paralisação decorre de uma proposta do governo estadual que prevê a substituição dos atuais contratos sob o regime CLT por contratos na modalidade pessoa jurídica (PJ). Com isso, cerca de 529 médicos contratados pelo INTS em regime CLT perderiam seus vínculos até o final do contrato com o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), previsto para 31 de julho .
Em assembleia, os médicos votaram, por unanimidade, pela restrição de atendimentos de fichas verdes e azuis (não urgentes e eletivos), assim como de procedimentos eletivos, como forma de pressionar o governo e manifestar insatisfação com o modelo de contratação proposto.
A greve atingirá cinco unidades de saúde de alta complexidade:
Hospital Geral do Estado (HGE)
Hospital Geral Roberto Santos (HGRS)
Instituto de Perinatologia da Bahia (IPERBA)
Maternidade Albert Sabin (MAS)
Maternidade Tsylla Balbino (MTB)
Esses hospitais realizam mais de 82 mil atendimentos por ano e recebem pacientes de toda a Bahia; o HGRS é considerado o maior hospital público da região Norte‑Nordeste do Brasil.
Em nota, o Sindimed‑BA afirma que os profissionais estão “frustrados” com a falta de acordo nas negociações com o governo do Estado e que a decisão de greve seguiu os trâmites legais de comunicação com antecedência.
Por sua vez, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) assegura que a medida é parte de um processo de transição planejado para fortalecer a gestão pública. Segundo a pasta, o término do contrato com o INTS será escalonado e não causará prejuízo à assistência nas unidades, além de ter comunicado as alterações previamente aos hospitais.
Até o momento, a Sesab não retornou ao solicitar comentário sobre o anúncio oficial da greve mais recente; o espaço permanece aberto.