A mulher acusada de matar o próprio marido envenenado em Dias d’Ávila, Cristiane Nascimento, chegou por volta das 9h10 desta quarta-feira (7) ao Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, na Praça dos Três Poderes, para ser julgada em júri popular. O crime ocorreu em abril de 2024, quando Edvaldo Nascimento passou mal após um almoço e morreu horas depois. Laudos apontaram presença de veneno em seu organismo.
Durante a chegada ao fórum, Cristiane foi questionada pela reportagem do Mais Região sobre o arrependimento pelo crime. A ré respondeu apenas: “Vamos vê aqui no plenário”. O julgamento será presidido pela juíza Mariana Ferreira Spina, da Vara Criminal de Dias d’Ávila, e vai contar com o depoimento de 10 testemunhas, cinco arroladas pelo Ministério Público, e cinco pela defesa. A previsão é que o julgamento se estenda ao longo do dia.
O advogado de Cristiane, Pedro Henrique Xavier, afirmou à reportagem que a defesa confia na absolvição da ré. “Desde o início temos a convicção da inocência de Cristiane. No processo, não há uma única prova contra ela, apenas indícios originados de uma investigação tendenciosa, que tentou encontrar um culpado sem elementos concretos”, declarou.
O crime foi registrado em abril de 2024. Segundo a acusação, Cristiane teria envenenado o marido após uma discussão do casal. Após apresentar sintomas graves, ele foi levado ao Hospital Português, em Salvador, onde ficou internado por uma semana, mas não resistiu. A investigação aponta contradições no depoimento da suspeita e indícios de que a substância usada no crime seria o "chumbinho", veneno altamente tóxico. O casal residia no Condomínio da Caixa, em Dias d’Ávila. O caso gerou grande repercussão à época no município.