Política em Foco Posicionamento
Ângelo Coronel descarta ser vice de Jerônimo em 2026 e admite possível aliança com União Brasil
O senador disse que pode se aproximar pelo grupo de ACM Neto, caso o PT inviabilize sua candidatura
11/08/2025 13h14 Atualizada há 11 meses atrás
Por: Luciano Bandeiras Fonte: Mais Região
Reprodução / YouTube

O senador Ângelo Coronel (PSD) afirmou, durante entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, nesta segunda-feira (11), que não há nenhuma possibilidade de compor chapa com Jerônimo Rodrigues como vice-governador na campanha eleitoral de 2026.

O senador disse ainda que não vai ceder à pressão, por estar em condições de igualdade com qualquer candidato indicado pelos petistas, e que é aliado, não subordinado — usando a palavra “capacho” como referência.

“Nem retaliação nem dizer assim: ‘O candidato é fulano’. Nós somos aliados, não somos capacho. Aliado é uma coisa, ser capacho é outra. Então, não vamos aceitar isso em hipótese alguma”, disse o senador.

Coronel pontuou também que não vai aceitar nenhum tipo de retaliação por parte do Partido dos Trabalhadores em função de sua decisão em relação às eleições e foi enfático ao afirmar que não pretende disputar outro cargo.

“Não serei candidato a outro cargo senão ao de senador. Não é nenhuma imposição, mas só ficarei na política se for para disputar a reeleição. Se outros querem disputar a reeleição, por que Ângelo Coronel não pode disputar? Então, vamos disputar, a não ser que o PSD não me queira”, afirmou o político, descartando a possibilidade de composição de chapa com o PT na Bahia.

Sobre a possibilidade de concorrer à reeleição no grupo de ACM Neto, o senador Ângelo Coronel reafirmou que tudo dependerá da resposta do PT à manutenção de sua candidatura e ressaltou que é “amigo” de todos do partido, mas que não existe amizade unilateral.

Coronel reconheceu ainda a participação de ACM Neto e do atual prefeito de Salvador, Bruno Reis, em sua vida política, tanto na Câmara Federal quanto na Assembleia Legislativa da Bahia, e foi enfático ao afirmar que uma parceria com o União Brasil não está descartada, caso o PT inviabilize sua candidatura.

“Neto e eu fomos deputados por duas oportunidades, e Bruno foi um dos responsáveis pela minha eleição para presidente da Assembleia. É por isso que a gente tem gratidão e amizade”, disse durante a entrevista.

Quando perguntado sobre a resistência por parte de uma ala do PT baiano, Coronel afirmou que não há “zanga” quando o partido declara trabalhar para reeleger Jaques Wagner e colocar Rui Costa em uma das vagas do Senado, mas reafirmou que é um direito do PSD concorrer também a uma das vagas.