A Câmara Municipal de Camaçari aprovou, por unanimidade, uma Moção de Repúdio contra a diretoria do Colégio Estadual de Monte Gordo, no litoral do município. A manifestação foi motivada pela decisão da gestora escolar de proibir estudantes evangélicos de realizarem louvores e orações durante o intervalo.
Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra o momento em que a diretora interrompe um encontro no qual um grupo de estudantes cantava músicas religiosas, conversava sobre passagens bíblicas e realizava orações voluntárias. A gestora teria afirmado que tais atividades não fazem parte do currículo escolar e só poderiam ocorrer caso contemplassem todas as crenças igualmente, o que, segundo os alunos, inviabiliza encontros exclusivamente cristãos.
“Falar do Senhor em um momento que não tem aula, com as pessoas que querem estar ali, não obrigando ninguém, é algo desrespeitoso?”, questionou uma das estudantes no vídeo.
Autor da moção, o vereador Manoel Filho (PL) classificou a atitude como “truculenta e preconceituosa” e afirmou que se trata de “intolerância religiosa e cristofobia da direção da escola estadual em Monte Gordo”.
O texto aprovado pela Câmara destaca que manifestações religiosas voluntárias, realizadas sem prejuízo às atividades escolares, estão amparadas pela liberdade de expressão e de culto garantidas pela Constituição Federal. A moção será encaminhada aos órgãos competentes e à Secretaria de Educação do Estado da Bahia.
O caso segue repercutindo entre estudantes, pais e membros da comunidade evangélica local, que avaliam acionar instâncias superiores para assegurar o direito à manifestação religiosa no ambiente escolar.
O projeto de Lei 4134/2024 tramita na Câmara dos Deputados em Brasília e visa assegura a realização de ritos religiosos voluntários nas unidades de ensino públicas e privadas em todo o território nacional e dá outras providências.
Veja o vídeo: