Sábado, 26 de Setembro de 2026 19:45
(71) 99663.6360
Acervo de notícias

LINE expõe estratégias para desbancar WhatsApp no Brasil

Além de destronar o serviço americano no Brasil, a LINE tem outros dois concorrentes de peso: o Facebook Messenger e o chinês WeChat, que investiu pesado em publicidade na TV.

19/10/2013 22h36
Por: Redação
Veja Neste mês, mais um concorrente asiático desembarcou oficialmente no Brasil para integrar-se à guerra virtual no segmento de mensagens instantâneas. A japonesa LINE, aplicativo para smartphones com sistema operacional iOS (Apple) e Android (Google) que permite a troca gratuita de fotos, vídeos e textos, iniciou sua operação com um objetivo evidente: minar os laços de fidelidade existentes entre brasileiros e WhatsApp, preferido por nove de cada dez usuários de iPhone, segundo levantamento da empresa de inteligência móvel Onavo produzido a pedido do site de VEJA (não há dados disponíveis acerca de usuários de outras plataformas). Atuando em mais de 230 países, o serviço obteve êxito ? pelo menos nesta semana ? ao alcançar o topo entre os aplicativos gratuitos da App Store, loja virtual de serviços da Apple. Sua tarefa, contudo, não será nada fácil. Além de destronar o serviço americano no Brasil, a LINE tem outros dois concorrentes de peso: o Facebook Messenger e o chinês WeChat, que investiu pesado em publicidade na TV. Para ganhar adesão, a LINE aposta em diferenciais do serviço. ?Queremos que nossos consumidores gastem menos tempo com mensagens de texto e aproveitem nossos stickers (ilustrações virtuais que transmitem mensagens)?, explica ao site de VEJA Jeanie Han, CEO da LINE nos Estados Unidos, América Latina e Europa e principal responsável por iniciar a operação no Brasil. Confira a entrevista a seguir: jeanie-hanPor que a LINE decidiu iniciar operações no Brasil? O país tem um mercado bastante atraente para empresas com DNA digital, muito em função do traço marcante da população, altamente sociável e comunicativa. Esses ingredientes têm forte relação com a LINE, um serviço símbolo de uma transformação em curso nesse novo mundo: a migração dos usuários do SMS, o famoso torpedo, para os programas de comunicação instantânea. Temos um plano ousado de expansão de nosso app e acreditamos que o Brasil tenha potencial de crescimento. Vocês já têm um escritório no país? Sim, iniciamos a operação com um local de trabalho em São Paulo e, aos poucos, vamos recrutar profissionais para aperfeiçoar e adequar nosso produto ao comportamento do brasileiro. Até o momento, contratamos cinco pessoas voltadas a novos negócios e marketing digital. A adesão ao WhatsApp no Brasil impressiona: o app é preferido por nove de cada dez usuários de iPhone no país. Na sua opinião, por que os brasileiros deveriam desistir do serviço e criar um perfil no LINE? Apresentamos um diferencial em relação aos concorrentes por privilegiar a comunicação a partir de stickers (imagem abaixo). Queremos que nossos consumidores gastem menos tempo com mensagens de texto e aproveitem a instantaneidade com a troca de imagens animadas, ou até mesmo com a produção de vídeos, que expressem rapidamente sentimentos. Outra informação nada desprezível é a possibilidade de usá-lo em outros dispositivos com acesso à internet, como o computador. Line-aplicativo-WeChat Quais são as estratégias para atrair receita?  Temos um modelo baseado na comercialização de itens virtuais, além de recursos extras para perfis de empresas e celebridades pagos. O usuário brasileiro, por exemplo, poderá adicionar contas de importantes clubes de futebol, como Barcelona e Real Madrid, recebendo informações exclusivas e mensagens pessoais. Em 2012, operadoras de telefonia deixaram de faturar algo em torno de 23 bilhões de dólares em todo o mundo devido à popularização de programas de mensagens instantâneas. Mesmo assim, há quem ensaie uma parceria entre essas empresas. É também um dos objetivos da LINE? Todos os acordos são relevantes se interessarem ao nosso maior interessado, o usuário. Criar parcerias locais é uma excelente estratégia para o desenvolvimento do produto e, sim, estamos analisando possibilidades.
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.