Mesmo com a taxa de desemprego registrando o menor nível da série histórica no Brasil, a Bahia segue entre os piores desempenhos do país. Dados divulgados nesta sexta-feira (15) pelo IBGE, referentes ao segundo trimestre de 2025, mostram que o estado tem a segunda maior taxa de desocupação nacional: 9,1%, ficando atrás apenas de Pernambuco (10,4%).
O índice baiano contrasta com a média nacional de 5,8%, considerada a menor desde o início da série em 2012. Apesar de ter atingido seu menor patamar histórico, a Bahia ainda apresenta dificuldades estruturais para reduzir o desemprego em patamar próximo ao das regiões mais desenvolvidas.
Outro dado que preocupa é a alta informalidade. Mais da metade da população ocupada no estado (52,3%) atua sem carteira assinada ou por conta própria sem CNPJ, uma das maiores taxas do país. Esse cenário reflete a predominância de atividades econômicas com baixa formalização e menor proteção trabalhista. Os mais altos índices foram no Maranhão (56,2%), Pará (55,9%) e os menores, em Santa Catarina (24,7%), Distrito Federal (28,4%) e São Paulo (29,2%)
A desigualdade também aparece nos números: negros e pardos concentram as maiores taxas de desocupação, e a diferença por escolaridade é expressiva, trabalhadores com ensino médio incompleto enfrentam índices quase três vezes superiores aos de quem tem diploma universitário.
Desemprego por faixa demográfica:
Mulheres: 6,9%; Homens: 4,8%
Por cor ou raça: Brancos — 4,8%; Negros — 7,0%; Pardos — 6,4%
Por escolaridade: Ensino médio incompleto — 9,4%; Ensino superior completo — 3,2%
Para especialistas, a combinação entre baixo dinamismo industrial, dependência de setores de baixa produtividade e desigualdade educacional impede uma redução mais acelerada do desemprego. Mesmo com avanços pontuais, a Bahia permanece longe do desempenho de estados como Santa Catarina (2,2%) e Rondônia (2,3%), que lideram o ranking com as menores taxas.
O IBGE també divulgou o desepenho de pessoas empregadas no país e as maiores taxas foram registradas em Pernambuco (10,4%), Bahia (9,1%) e Distrito Federal (8,7%); enquanto as menores foram em Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%).