Mata de São João Mata de São João
Após 20 anos, acusado pela morte de barbeiro vai a júri nesta quinta em Mata de São João
Manoel Messias foi assassinado brutalmente em abril de 2005. Crime causou grande comoção na cidade.
18/08/2025 20h19 Atualizada há 10 meses atrás
Por: Redação Fonte: Mais Região
(Vítima/Reprodução) | (Fórum-Arquivo Mais Região)

O Fórum de Mata de São João será palco, nesta quinta-feira (21), a partir das 8h30, do Júri Popular que vai julgar o caso do homicídio de Manoel Messias Anunciação de Jesus, que era conhecido como 'Manezinho', ocorrido em 10 de abril de 2005. Manoel, que trabalhava como soldador no Polo Industrial de Camaçari e atuava como barbeiro nos finais de semana, tinha 38 anos quando foi espancado e morreu dias depois, em 16 de abril daquele ano.

De acordo com o inquérito, que o Mais Região teve acesso, o crime teve início após uma briga em um bar na Rua Arthur Torres durante a madrugada. O desentendimento começou quando um dos envolvidos foi atingido com um soco no rosto, o que teria provocado a reação violenta do grupo. Manoel tentou intervir e acabou se tornando alvo dos agressores. Depois da confusão inicial, os denunciados se reorganizaram, perseguiram Manoel e o cercaram nas imediações do bairro do Cemitério.

Na época, Manoel foi conduzido por um policial militar, irmão de um dos acusados, para a casa de uma namorada. Como a jovem não havia chegado do trabalho, ele ficou aguardando na porta de uma vizinha. Foi nesse momento que os agressores chegaram. A vítima chegou a entrar na residência da mulher, mas o grupo invadiu o local e o alcançou.

Segundo as investigações, Manoel foi espancado com socos, pontapés, chutes, pedaços de ferro e tijolos, sendo imobilizado em meio a uma poça de sangue. Ele chegou a ser socorrido ao Hospital Geral de Mata de São João e, posteriormente, transferido para o Hospital Geral do Estado, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu seis dias depois. O laudo médico apontou traumatismo cranioencefálico como causa da morte.

O réu, identificado pelas iniciais E. S. C., será o único levado a julgamento neste júri popular. O Ministério Público da Bahia sustenta que houve crueldade e desproporcionalidade na ação e pede a condenação dele a 20 anos de reclusão. Ele chegou a cumprir um ano e seis meses de prisão preventiva, mas atualmente responde ao processo em liberdade.

Familiares e amigos de Manoel aguardam há quase duas décadas por uma resposta da Justiça. O caso deve se estender ao longo de todo o dia no plenário do Tribunal do Júri.