Na manhã desta sexta-feira (29), duas carretas carregadas de combustível foram encontradas abandonadas em um posto de combustíveis em Camaçari, na Bahia. As unidades pertencem às empresas G8LOG e Moska Log, que estão entre os principais alvos da megaoperação deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo contra o crime organizado, com foco no Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com as informações, as carretas estavam estacionadas em um posto de combustíveis localizado na região metropolitana de Salvador. A Polícia Civil da Bahia, em colaboração com a Polícia Civil de São Paulo, iniciou investigações para apurar as circunstâncias do abandono e a possível relação com as atividades criminosas do PCC.
A operação, que teve início na quinta-feira (28), visa desarticular uma rede de empresas e transportadoras utilizadas pelo PCC para movimentar recursos ilícitos e abastecer a logística do crime organizado. Além das apreensões de veículos, a ação resultou na prisão de diversos envolvidos, incluindo empresários e operadores logísticos.
De todos os conjuntos, 13 pertencem à G8Log, empresa de fachada usada para “ocultar e blindar a frota de veículos e para a lavagem de capitais”, segundo a investigação realizada pela Polícia Federal (PF), Ministério Público de São Paulo (MPSP) e Receita Federal.
A descoberta das carretas abandonadas em Camaçari reforça a hipótese de que o PCC utiliza empresas de fachada para ocultar suas atividades ilícitas e dificultar o rastreamento de suas operações. A Polícia Civil da Bahia solicitou apoio da Polícia Civil de São Paulo para aprofundar as investigações e identificar os responsáveis pelo abandono das carretas e sua conexão com o esquema criminoso.
As autoridades continuam a monitorar a situação e reforçam o compromisso em combater organizações criminosas que atuam no estado, buscando garantir a segurança da população e a integridade das operações logísticas.
A operação segue em andamento, e novas atualizações serão divulgadas conforme o avanço das investigações.
Segundo o portal Metrópoles, a G8Log pertence a Mohamad Hussein Mourad, apontado como “epicentro” das operações fraudulentas com combustíveis. Ele também é o verdadeiro dono da formuladora Copape e da distribuidora Aster, junto de Roberto Augusto Leme da Silva, indicado como outro “cabeça” do esquema.