Uma moradora de Mata de São João decidiu expor nas redes sociais como caiu em um golpe de estelionato que lhe causou prejuízo financeiro. Dani, como se identificou, relatou que foi contatada após cadastrar seu currículo no LinkedIn e recebeu a promessa de um trabalho em formato home office. A proposta, segundo ela, parecia simples e confiável, mas acabou se transformando em uma armadilha, que lhe rendeu um prejuizo de R$ 4,2 mil.
De acordo com o relato, os criminosos se apresentaram como representantes de uma empresa ligada a plataformas de e-commerce e ofereceram tarefas rápidas, como curtir produtos em sites e adicionar itens ao carrinho de compras. No início, os pagamentos eram realizados, o que reforçou a sensação de credibilidade. Conversas divulgadas pela vítima mostram instruções detalhadas via WhatsApp, em que os golpistas se passavam por profissionais, orientando passo a passo as supostas missões.
A situação mudou quando começaram as chamadas “tarefas especiais”, que exigiam depósitos prévios sob a promessa de retorno com lucro e comissões. “No começo era só para favoritar produtos, depois pediram meu nome, idade e CPF para cadastro. Mais tarde, passaram a exigir depósitos altos para liberar novas missões. Infelizmente, eu caí”, afirmou Dani, destacando que em pouco tempo perdeu valores significativos.
Nas publicações, ela alertou que os criminosos usam um discurso persuasivo, apelando para a confiança da vítima até conseguirem convencê-la a transferir quantias maiores. “Eles se mostram profissionais o tempo todo, justamente para conquistar nossa confiança e depois aplicar o golpe”, escreveu em uma das mensagens compartilhadas em seus stories.
O caso reforça os alertas da Polícia Civil e de órgãos de defesa do consumidor sobre golpes envolvendo falsas ofertas de emprego pela internet. Especialistas recomendam nunca fornecer dados pessoais ou realizar depósitos antecipados em promessas de retorno financeiro rápido.