O motorista Cleydson Cardoso Costa Filho será levado ao Tribunal do Júri pelo atropelamento do maratonista Emerson Pinheiro, de 29 anos, ocorrido no dia 16 de agosto, na orla da Pituba, em Salvador. A decisão, tomada pela Justiça nesta quinta-feira (4), atende a um pedido do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que qualificou o caso como tentativa de homicídio doloso, por entender que Cleydson assumiu o risco de matar.
O juiz Maurício Albagli Oliveira determinou a distribuição dos autos a uma das Varas do Júri da capital baiana, destacando que, por se tratar de crime doloso contra a vida, a competência para julgar o caso é do Tribunal do Júri, e não da Vara das Garantias. No despacho, ele explicou que, em situações envolvendo crimes dolosos, a Vara das Garantias perde competência após a audiência de custódia, e os processos devem ser redistribuídos para os juízos competentes.
O atleta Emerson Pinheiro foi atropelado durante um treino coletivo, sofrendo amputação da perna direita. Ele foi levado às pressas para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde passou por cirurgia. No acidente, o carro também colidiu com um poste e derrubou uma barraca, causando destruição no local.
Cleydson, que é filho da vereadora de Salvador Débora Santana (PDT), teve a prisão em flagrante convertida em preventiva no dia 17 de agosto, após audiência de custódia. Ele também foi exonerado do cargo de secretário parlamentar da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). A defesa solicitou liberdade para tratamento psicológico, mas o pedido foi negado, mantendo o motorista preso.
O caso segue sob acompanhamento da Justiça e mobiliza a comunidade esportiva, que tem prestado apoio ao maratonista e acompanhado os desdobramentos do processo.