A Câmara Municipal de Camaçari aprovou, em segunda votação, nesta terça-feira (9), o Projeto de Lei nº 76/2025, de autoria do vereador Dr. Samuka (PRD), que determina a utilização do brasão e das cores oficiais do município — azul e branco — em veículos, documentos, bens públicos, placas, painéis e cartazes de obras. A medida segue agora para sanção do prefeito Luiz Carlos Caetano (PT), que poderá vetar a proposta.
O autor da matéria acredita que o Executivo não sancionará o texto, mas afirma que a oposição está preparada para derrubar o veto. “Não acredito que o prefeito vai sancionar, ele vai vetar, mas aqui nós iremos derrubar o veto dele, mesmo porque temos maioria para isso”, declarou. Segundo ele, a iniciativa busca preservar a identidade visual do município e impedir o uso político de cores em prédios e equipamentos públicos.
Dr. Samuka destacou que a proposta está fundamentada no princípio da impessoalidade e visa manter a neutralidade da administração. “Nenhuma pessoa pode se valer de bens públicos ou atos administrativos para se favorecer ou favorecer uma gestão. A gente quer manter a neutralidade do município através das nossas cores”, justificou.
Durante entrevista ao Mais Região, o parlamentar também fez duras críticas à gestão de Luiz Caetano, que está há nove meses à frente da Prefeitura. Segundo ele, a atual administração estaria mais preocupada em “maquiar” a cidade com pinturas do que em resolver problemas essenciais. “A gestão ainda não mostrou para que veio. Vejo como uma gestão perdida, que se preocupa em pintar, em marcar a cidade, mas não se vê avanço na saúde”, disse.
Ele apontou a falta de especialistas, de procedimentos médicos e até de medicamentos básicos nas unidades. “Até no PA de Abrantes falta Dorflex. Pinta o posto de saúde, mas não há reestruturação ou melhorias de fato”, criticou. Na educação, o vereador relatou a ausência de professores de matemática e inglês em escolas há cerca de oito meses, além da falta de monitores para atender alunos com espectro autista e da demora na entrega de kits escolares.
Dr. Samuka finalizou afirmando que a gestão municipal “ainda não mostrou a que veio” e desafiou os críticos de seu projeto a acompanharem as sessões legislativas para verificar o debate sobre temas como saúde, educação e emprego.