A Bahia registrou uma taxa de 9,1% no número de pessoas desempregadas no segundo trimestre de 2025, o menor índice em 13 anos, segundo o IBGE. Apesar da melhora, o estado permanece entre os três com maior desocupação do país, atrás de Pernambuco (10,4%) e Piauí (10,2%), segundo o IBGE.
Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgados nesta sexta-feira (15), apontam que em Salvador, o desemprego caiu para 8,5%, a menor taxa histórica da capital, enquanto a Região Metropolitana de Salvador (RMS) manteve a maior taxa entre as regiões metropolitanas do Brasil, 10,0%.
Entre abril e junho, a população ocupada na Bahia atingiu 6,458 milhões, recorde histórico, com aumento de empregos no setor público e entre trabalhadores por conta própria. No entanto, 648 mil baianos continuam procurando emprego, evidenciando que a recuperação do mercado ainda é desigual.
O rendimento médio dos trabalhadores baianos recuou 1,2% em relação ao trimestre anterior, chegando a R$ 2.199, o segundo mais baixo entre os estados. Em Salvador, houve leve crescimento para R$ 3.120, enquanto na RMS o rendimento médio caiu 0,2%, atingindo R$ 2.921.
O estado enfrenta alta informalidade (52,3%) e subutilização da força de trabalho (27,0%), além de desigualdades de gênero, raça e escolaridade. Mulheres (6,9%) e pessoas pretas (7,0%) registram maior desemprego, enquanto quem possui ensino médio incompleto enfrenta taxa de 9,4%, quase três vezes mais que pessoas com ensino superior completo (3,2%).
O rendimento médio recuou para R$ 2.199, reforçando a disparidade salarial. Especialistas alertam que, apesar da queda histórica na desocupação, políticas públicas são essenciais para gerar empregos formais e reduzir a desigualdade no mercado de trabalho baiano.
| Período | Taxa de desemprego / informação relevante |
|---|---|
| 1º trimestre de 2018 | 17,9% — uma das maiores taxas entre os estados. |
| 2º trimestre de 2020 | ~ 19,9% — alta expressiva durante início da pandemia. |
| 3º trimestre de 2020 | ~ 20,7% — Bahia aparece com a maior taxa nacional nesse período. |
| 1º trimestre de 2021 | 21,3% — recorde máximo da série histórica do estado. |
| 3º trimestre de 2024 | 9,7% — menor taxa desde o início da série (2012) para esse trimestre. |
| 4º trimestre de 2024 | 10,8% — uma das maiores taxas anuais; Bahia teve uma das piores posições no ranking nacional. |
| 1º trimestre de 2025 | 10,9% — menor taxa para 1º trimestre desde 2012. |
| 2º trimestre de 2025 | 9,1% — menor taxa desde 2012 para Bahia, segundo IBGE, marca histórica. |