Sociedades médicas brasileiras anunciaram, na quarta-feira (17), a atualização dos parâmetros de pressão arterial. Pela nova diretriz, valores entre 12 por 8 e 13,9 por 8,9 passam a ser considerados pré-hipertensão, deixando de ser vistos apenas como variação dentro da normalidade. O objetivo é reforçar a prevenção e evitar a progressão para casos de hipertensão já instalada.
A mudança foi apresentada durante o 80º Congresso Brasileiro de Cardiologia e é fruto de um documento elaborado em conjunto pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH).
Antes da atualização, os valores eram classificados como altos, mas ainda tolerados como normais. Agora, passam a demandar maior atenção médica, com foco em mudanças de estilo de vida. Segundo especialistas, a medida é preventiva, pois a hipertensão é uma das principais causas de doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal.
As recomendações para pacientes nessa faixa incluem perda de peso, redução do consumo de sal, aumento da ingestão de potássio, adoção da dieta DASH — rica em cálcio, magnésio, fibras e potássio — e prática regular de atividades físicas. Tais medidas podem evitar que o quadro evolua para hipertensão de fato, reduzindo riscos à saúde.
Com a nova classificação, médicos esperam que a população passe a monitorar mais de perto a pressão arterial e adote práticas preventivas, reforçando a importância da atenção contínua à saúde cardiovascular.