Mata de São João Excelência Fiscal
Mata de São João lidera ranking de gestão financeira na Bahia
Município se destaca em autonomia, investimentos e gastos com pessoal e figura entre as gestões de excelência no Brasil
19/09/2025 22h42
Por: Luana Velloso Fonte: Bahia Notícias
Foto: Ascom PMSJ

O município de Mata de São João possui a maior autonomia financeira entre os 369 municípios baianos avaliados no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Conforme dados de 2024, o município recebeu a nota 0,9798, se encaixando na lista de “gestões de excelência” no Brasil.

O levantamento é realizado com base em dados declarados pelas prefeituras; 48 delas não disponibilizaram informações de gestão financeira no último ano. O ranking utiliza indicadores de Autonomia, Gastos com Pessoal, Investimentos e Liquidez, com notas de 0 a 1.

A situação dos municípios é considerada crítica em caso de resultados inferiores a 0,4 ponto; em dificuldade, entre 0,4 e 0,6 ponto; boa, entre 0,6 e 0,8 ponto; e de excelência, acima de 0,8 ponto. O ranking geral é a média das notas obtidas nos quatro indicadores.

Melhores resultados

Mata de São João (0,9798) recebeu nota máxima em Autonomia Financeira e Gastos com Pessoal, indicadores que avaliam, respectivamente, a capacidade de manter despesas essenciais com receitas próprias e a proporção de gastos com pessoal em relação à Receita Corrente Líquida. Em Liquidez, a nota foi 0,9191, e em Investimentos, 1,0.

Em segundo lugar aparece Camaçari (0,9641), com destaque em Gastos com Pessoal e Autonomia. Salvador ocupa a terceira posição (0,9460), com nota máxima em Autonomia, Investimentos e Gastos com Pessoal, e nota 0,7839 em Liquidez.

Outros municípios no top 10 são: Madre de Deus (0,9187), Candeias (0,9148), Morro do Chapéu (0,9044), Alagoinhas (0,8781), Gentio do Ouro (0,8748), Luís Eduardo Magalhães (0,8593) e Santo Antônio de Jesus (0,8477).

Piores desempenhos

Cerca de 103 municípios baianos obtiveram nota crítica, de até 0,4, representando 27,9% dos avaliados. O pior desempenho foi registrado em Potiraguá (0,0441), seguido por Camacan (0,1190), Macururé (0,1343), Taperoá (0,1485), Una (0,1505), Quijingue (0,1569), Cícero Dantas (0,1758), Abaíra (0,1859), Mascote (0,1903) e Anagé (0,1928).

O levantamento evidencia a importância da autonomia, do controle de gastos e do planejamento financeiro para fortalecer a administração pública e garantir serviços de qualidade à população.