Política em Foco Internacional
Lula embarca para Assembleia da ONU, nos EUA, em meio à tensão com Trump
Presidente também participa de eventos sobre a questão da Palestina, pela defesa da democracia e preparativo para a COP em Belém
21/09/2025 07h54
Por: Luciano Bandeiras Fonte: CNN Brasil
Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca na manhã deste domingo (21) para Nova York, onde participará da 80ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), que acontece entre esta segunda-feira (22) e quarta-feira (24).

Como é tradição, o Brasil abrirá os discursos da Assembleia, na manhã de terça-feira (23), seguido pelos Estados Unidos.

Segundo apuração da CNN, o pronunciamento de Lula terá como foco a defesa da soberania nacional, da democracia e do multilateralismo. O tema desta edição da Assembleia das Nações Unidas é “Melhor Juntos: 80 anos e mais pela paz, desenvolvimento e direitos humanos”.

Lula viaja aos Estados Unidos em meio às recentes tensões diplomáticas entre Brasil e o governo americano, em relação marcada por tarifas e sanções impostas pela presidência de Donald Trump.

Desde 6 de agosto, está em vigor uma tarifa de 50% sobre uma série de produtos exportados do Brasil aos EUA. E o governo Trump também já incluiu o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na lista de sancionados pela Lei Magnitsky, que visa impor restrições financeiras a pessoas consideradas violadoras dos Direitos Humanos pelo mundo.

Tanto em relação às tarifas como às sanções individuais, o governo Trump justifica as medidas, entre outros motivos, pela situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), recentemente condenado pelo STF por golpe de Estado (neste caso, Moraes é o relator do processo).

Esta é a primeira vez que Lula e Trump dividirão o mesmo espaço desde que o republicano voltou à Casa Branca. Ainda assim, não há previsão de que os líderes se reúnam reservadamente, segundo fontes do governo brasileiro.

Nem Lula fez convite a Trump, e nem o líder americano fez algum ao brasileiro, segundo fontes diplomáticas e do governo, que organizam a agenda do petista nos Estados Unidos