Geral Fugindo da crise
Maior investidor do mundo tira dinheiro da chinesa BYD
Warren Buffett encerra participação na chinesa BYD e acende alerta no mercado financeiro
27/09/2025 08h48
Por: Luciano Bandeiras Fonte: Mais Região
Gabriel Seixas/ Mais Região

O bilionário Warren Buffett, considerado o maior investidor do mundo, encerrou totalmente sua participação na fabricante chinesa de veículos elétricos BYD após 17 anos. A decisão foi confirmada em registros oficiais da Berkshire Hathaway, holding controlada por Buffett, que mostra que a posição em ações da montadora caiu para zero no fim de março de 2025.

Buffett havia investido na BYD em 2008, adquirindo cerca de 225 milhões de ações por aproximadamente US$ 230 milhões. Ao longo dos anos, esse investimento chegou a multiplicar seu valor em mais de 20 vezes, representando um dos aportes mais lucrativos da Berkshire em empresas estrangeiras.

A saída, contudo, não foi repentina. A empresa começou a reduzir gradualmente sua participação em 2022 e, nos últimos meses, finalizou a venda de todos os papéis que ainda possuía.

Impactos no mercado financeiro

A decisão de Buffett gerou repercussão global, sobretudo pelo peso que a BYD tem na cadeia de veículos elétricos e pelo histórico de longo prazo do investidor. Especialistas destacam que movimentos dessa magnitude podem gerar desequilíbrios no mercado financeiro, provocando quedas adicionais no valor de mercado da companhia e instabilidade nas bolsas chinesas.

O cenário também levanta preocupações quanto à confiança de investidores estrangeiros em empresas do setor de tecnologia e mobilidade da China, que já enfrentam redução de margens e queda no ritmo de crescimento.

Riscos para consumidores

Além dos efeitos no mercado, a saída de Buffett pode sinalizar riscos indiretos para proprietários de veículos da BYD. Caso a montadora enfrente retração acentuada em vendas ou lucros, pode haver impacto na rede de assistência, na manutenção e até no valor de revenda dos automóveis.

Embora a empresa siga líder em volume de vendas de carros elétricos na China, as recentes reduções em metas anuais e a desaceleração no consumo doméstico reforçam um quadro de instabilidade.

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