Camaçari Do mesmo partido
Kauan Dominguez rompe com Flávio Matos e dispara: “Não posso caminhar com quem não é leal comigo”
Jovem político rompe o silêncio após ser retirado do cargo por Flávio Matos, recém-chegado ao partido, e expõe contradições envolvendo João Roma e Valdemar Costa Neto
28/09/2025 22h55 Atualizada há 9 meses atrás
Por: Anderson Almeida Fonte: Mais Região
Keila Abreu/Mais Região

Durante os desfiles cívicos em homenagem aos 267 anos de emancipação política de Camaçari, neste domingo (28), a comemoração foi marcada não apenas pelo patriotismo, mas também por fortes declarações que escancararam uma crise dentro do Partido Liberal (PL) local. O jovem político Kauan Dominguez (PL), ex-vice-presidente da sigla em Camaçari, fez duras acusações contra o atual presidente municipal do partido e recém-filiado, Flávio Matos.

Em entrevista exclusiva ao portal Mais Região, Kauan revelou ter sido retirado do cargo de vice-presidente do diretório municipal do PL por uma decisão direta de Flávio Matos — decisão que veio logo após Matos ser acolhido politicamente no partido com o apoio do próprio Kauan.
“Eu era vice-presidente do PL Camaçari, até a nova configuração partidária, onde o novo presidente municipal do PL, que é Flávio Matos, decidiu que não era mais interessante, logo após a gente ter filiado ele ao partido, que eu continuasse no diretório”, afirmou.

A situação, segundo Kauan, foi conduzida de forma desleal e nebulosa. Ele alegou que Flávio tentou atribuir a decisão a ordens superiores, mencionando o presidente estadual do PL, João Roma. No entanto, o próprio Roma teria negado qualquer envolvimento direto.
“Ele basicamente queria me dizer que tava me removendo do diretório, disse que foi uma ordem de João Roma. Eu liguei para o presidente João Roma, João Roma disse que não tinha, ele negou, disse que o envolvimento foi com o Valdemar Costa Neto. Mas ainda assim, pra mim, isso não justifica”, relatou Kauan, com tom de frustração.

O jovem político não poupou críticas ao comportamento de Flávio Matos, levantando questionamentos sobre princípios e lealdade dentro do grupo político que até então deveria estar coeso.
“Eu acho que o cara, quando ele tem lealdade, tem princípio, tem valor, ele bate no peito e fala: ‘eu preciso desse cara comigo e vai acontecer dessa forma’. Então eu acho que eu não posso caminhar com quem não é leal comigo”, disparou.

Apesar do episódio, Kauan afirma que permanece no PL “até o presente momento”, mas segue firme ao lado do seu líder político, o ex-prefeito de Camaçari Elinaldo Araújo (União Brasil), com quem mantém uma aliança que considera sólida.
“Continuo com o meu grupo político, que é liderado pelo prefeito Elinaldo, e a gente segue caminhando. Tenho certeza que a configuração ainda pode mudar e o PL pode estar com Elinaldo na próxima eleição”, finalizou.