A Amazônia Legal registrou em 2025 um salto alarmante na área de floresta degradada, que chegou a 33.807 km², segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon. O crescimento de 482% em comparação com o período anterior reacende críticas sobre a política ambiental do governo Luiz Inácio Lula da Silva, que assumiu a Presidência prometendo fortalecer a proteção da floresta.
A degradação, que inclui queimadas e exploração madeireira predatória, avança em ritmo mais acelerado que o próprio desmatamento, segundo os pesquisadores. Especialistas apontam que a fragilidade da fiscalização e a dificuldade em conter crimes ambientais no interior da floresta estão entre os principais fatores que levaram ao recorde.
O contraste entre o discurso oficial e os números preocupa ambientalistas e opositores. Durante a campanha e no início do terceiro mandato, Lula apresentou a agenda verde como uma das prioridades, mas os novos dados levantam questionamentos sobre a efetividade das medidas adotadas.
A degradação, além de destruir parte da biodiversidade, tem um impacto climático mais grave: emite até 2,5 vezes mais gases de efeito estufa que o desmatamento total, agravando a crise ambiental e climática global. A situação expõe o Brasil a pressões internacionais e pode comprometer acordos comerciais que dependem do cumprimento de metas ambientais.
Sem uma resposta rápida e coordenada, 2025 tende a ficar marcado como o ano em que a degradação da Amazônia explodiu em proporções inéditas, colocando em xeque a credibilidade do governo Lula perante a comunidade internacional e diante das promessas feitas à sociedade brasileira.