O vereador Tagner Cerqueira (PT) afirmou, durante entrevista ao programa É do Povo (Sauipe FM) na manhã desta quarta-feira (1º), que o prefeito Luiz Caetano (PT) foi vítima de perseguição política no processo de análise das contas referentes ao exercício de 2012. As declarações acontecem um dia após a aprovação em primeiro turno das contas pela Câmara de Camaçari. A segunda votação está marcada para esta quinta-feira (2).
Segundo Tagner, um ex-conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA), conselheiro Paolo Marconi, hoje aposentado, teria agido de forma direcionada contra Caetano, chegando a "sumir" com documentos que haviam sido devidamente apresentados pela defesa. O vereador citou, inclusive, que uma pessoa da atual oposição, à época aliada do governo, teria participado diretamente da entrega da documentação, mas o material não foi incluído no processo.
“Esses documentos foram entregues, mas o conselheiro não deu seguimento, não juntou, simplesmente sumiu com eles. A partir daí, começou uma perseguição contra Caetano. Ele pediu reconsiderações, que foram acolhidas, e o processo chegou até o STF, que modificou o entendimento sobre o papel do tribunal. Hoje, o parecer do TCM é o que prevalece, e cabe à Câmara apenas formalizar”, disse Tagner.
O parlamentar ainda acusou a comissão formada na Câmara de ter emitido um parecer contrário, mesmo ciente de que o entendimento do tribunal de contas é o que seria validado. “Houve uma manobra política. A comissão sabia que não teria validade, mas insistiu nesse parecer contrário, apenas para desgastar a imagem do prefeito”, completou.
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