Geral Internacional
Sean 'Diddy Combs é condenado a 4 anos e 2 meses de prisão
Rapper foi condenado por transportar mulheres para prostituição e recebeu ainda multa de US$ 500 mil, o valor máximo previsto em lei
03/10/2025 20h43
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Crédito: Reprodução

O rapper e empresário norte-americano Sean “Diddy” Combs foi condenado nesta sexta-feira (3) a 50 meses de prisão, o equivalente a quatro anos e dois meses, por duas acusações relacionadas ao transporte de mulheres para prostituição. Além da pena de prisão, o juiz federal Arun Subramanian impôs uma multa de US$ 500 mil (cerca de R$ 2,6 milhões), valor máximo previsto em lei. A audiência foi realizada em Nova York e acompanhada em tempo real pelo New York Times.

Durante a leitura da sentença, Subramanian reconheceu a relevância cultural e o legado do artista, mas enfatizou a gravidade dos crimes.

“Você foi um artista que se fez por conta própria, alguém que elevou comunidades e se dedicou à família. Mas um histórico de boas obras não pode apagar o registro neste caso, que mostra que você abusou do poder e do controle sobre a vida de mulheres que você professou amar”, declarou o juiz.

Ele acrescentou que os crimes “prejudicaram irreparavelmente duas mulheres” e que a punição deveria enviar “uma mensagem aos abusadores e às vítimas de que a exploração e a violência contra as mulheres são enfrentadas com real responsabilização”.

A audiência foi marcada por momentos emocionantes. Os seis filhos adultos de Combs compareceram ao tribunal e pediram clemência em meio a lágrimas. Também foi exibido um vídeo de 11 minutos que destacava o rapper como filantropo e líder comunitário. Ainda assim, o juiz lembrou que, mesmo após pedir desculpas à ex-namorada Cassie Ventura, que o acusou de agressões, Combs voltou a violentar outra companheira, identificada como “Jane”.

“O tribunal não tem certeza de que, se ele for solto, esses crimes não serão cometidos novamente”, afirmou Subramanian.

Foi a primeira vez que Combs se pronunciou desde o início do processo. Chorando, descreveu sua conduta como “repugnante, vergonhosa e doentia” e pediu desculpas às vítimas e à família.

“Não tenho ninguém para culpar além de mim mesmo”, disse. “Por causa das minhas decisões, perdi minha liberdade, a oportunidade de criar meus filhos, meus negócios, minha carreira e destruí totalmente minha reputação.”

Preso desde setembro de 2024, Combs havia sido condenado em julho por duas violações da Lei Mann. Cada acusação poderia resultar em até 10 anos de prisão. A promotoria defendia uma pena mínima de 11 anos, enquanto a defesa pedia não mais que 14 meses. O juiz rejeitou ambos os pedidos e fixou a pena em pouco mais de quatro anos, além da multa máxima.

As denúncias vieram à tona no fim de 2023, quando Cassie Ventura acusou o rapper de agressões e estupro em festas marcadas por violência e drogas. Apesar de um acordo ter encerrado aquele processo, novas acusações surgiram em 2024. Buscas federais nas propriedades do músico e a divulgação de um vídeo de agressão levaram à sua prisão em setembro do mesmo ano. O julgamento começou em maio de 2025.

Combs foi absolvido de três acusações mais graves — entre elas, conspiração para extorsão e tráfico sexual —, mas condenado em duas acusações de transporte com fins de prostituição, envolvendo Cassie Ventura e “Jane”.