A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, nesta quinta-feira (23), a criação de um Grupo de Trabalho (GT) voltado à modernização e profissionalização da arbitragem no país. A iniciativa busca tornar o sistema mais justo, transparente e qualificado, em meio a um cenário de fortes críticas às atuações e à estrutura da categoria.
O GT será formado por representantes da CBF, federações estaduais, clubes das Séries A e B, árbitros e especialistas. A presidência ficará a cargo de Raimundo Goés Netto, da Federação Amapaense de Futebol. O grupo terá 60 dias, a partir da sua formação, para apresentar um plano de propostas com justificativas técnicas.
Entre as principais atribuições, estão o estudo de boas práticas internacionais, a formulação de medidas para valorizar os profissionais da arbitragem, a criação de ações de transparência que aproximem federações, clubes e torcedores, além da análise de novas tecnologias, como o VAR e o impedimento semiautomático.
De acordo com o presidente da CBF, Samir Xaud, a proposta faz parte de um conjunto de mudanças estruturais no futebol brasileiro. “Em menos de seis meses de gestão, fizemos mudanças importantes. No próximo mês entregaremos o plano de fair play financeiro, apresentamos a reformulação do calendário e dos campeonatos, e agora formamos um grupo abrangente para discutir a estratégia de modernização e profissionalização da arbitragem. É um passo concreto para aprimorar o sistema e reconstruir a confiança de todos os envolvidos no jogo”, afirmou.
A criação do GT ocorre em um momento em que a qualidade da arbitragem é alvo constante de críticas. Em 2025, a CBF já havia anunciado medidas como a implementação do modelo de fair play financeiro e a adoção da tecnologia de impedimento automático, que deve entrar em vigor na próxima temporada.