Uma nova pesquisa da AtlasIntel, divulgada nesta quinta-feira (24) pela CNN Brasil em parceria com a Bloomberg, mostra que os brasileiros continuam divididos em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com o levantamento, 48% dos entrevistados avaliam a gestão como “ótima” ou “boa”, enquanto 47,2% classificam como “ruim” ou “péssima”. Outros 4,8% consideram o governo “regular”. O resultado representa um empate técnico, já que a margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos.
A pesquisa ouviu 14.063 pessoas entre os dias 15 e 19 de outubro de 2025 em todo o território nacional. A metodologia é digital, com amostragem estratificada por sexo, idade, escolaridade e região.
Os números reforçam o cenário de polarização política que vem marcando o país desde as últimas eleições presidenciais. Apesar de o governo Lula ter conseguido ligeira recuperação em relação ao levantamento anterior, o quadro geral mostra um país praticamente dividido entre aprovação e reprovação.
Segundo dados complementares divulgados pela AtlasIntel, a aprovação pessoal do presidente subiu para 51,2%, o maior índice desde o início de 2024, enquanto a desaprovação está em 48,3%. Ainda assim, a diferença segue dentro da margem de erro.
Em setembro, 46,2% dos entrevistados avaliavam o governo como “ótimo” ou “bom” e 48% como “ruim” ou “péssimo”. O avanço de quase dois pontos percentuais indica uma leve tendência de melhora, possivelmente influenciada por fatores econômicos, como a desaceleração da inflação e a manutenção do programa Desenrola Brasil, voltado à renegociação de dívidas de famílias de baixa renda.
A pesquisa também revelou diferenças significativas entre regiões. No Nordeste, Lula mantém sua base mais sólida, com 64% de avaliação positiva. Já no Sul e no Centro-Oeste, a reprovação supera a aprovação. Entre os mais jovens, o presidente registra leve vantagem, enquanto nas faixas de renda mais altas a desaprovação cresce.
Para analistas políticos, o resultado confirma que o governo enfrenta um equilíbrio instável de forças. “Há uma divisão muito clara, e o governo ainda não conseguiu romper a barreira da rejeição em parte do eleitorado que votou na oposição”, avalia o cientista político Luiz Felipe Nunes, em entrevista à CNN Brasil.
Com a aprovação e reprovação praticamente empatadas, o governo Lula entra na reta final de 2025 com desafios políticos e econômicos significativos, em meio à expectativa de retomada do crescimento e de aprovação de pautas no Congresso.