Três acusados de participação na morte da cantora e pastora gospel Sara Freitas irão a júri popular no próximo dia 25 de novembro, em dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. A informação foi confirmada nesta terça-feira (28) pelo advogado da família, Rogério Matos. O crime ocorreu em outubro de 2023 e chocou o estado pela crueldade.
Os réus são Ederlan Santos Mariano, ex-marido da vítima e apontado como mandante do assassinato, Victor Gabriel Oliveira Neves e Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como bispo Zadoque. Eles respondem por homicídio triplamente qualificado, feminicídio, ocultação de cadáver e associação criminosa. O motorista Gideão Duarte Lima, que levou Sara até o local onde foi morta, já foi julgado e condenado a 20 anos e 6 meses de prisão.
De acordo com as investigações, Gideão simulou uma pane no veículo para parar em uma área isolada com a cantora, enquanto Weslen e Victor a atacavam com facadas. Após o crime, o motorista levou os executores de volta à casa de Ederlan, onde recebeu R$ 400 pelo transporte.
Segundo o Ministério Público da Bahia, o assassinato foi planejado por Ederlan com o apoio dos demais acusados, motivado por questões financeiras. A vítima acreditava que participaria de um culto de mulheres em dias d’Ávila, mas acabou atraída para uma emboscada. Dois dias depois, o corpo de Sara foi encontrado parcialmente carbonizado em um matagal no município.
O advogado da família de Sara afirmou que a expectativa é de condenações. “Foi um crime bárbaro, meticulosamente planejado. A família de Sara espera por justiça e confia no trabalho da Justiça baiana”, disse Rogério Matos.
Os quatro acusados estão presos na penitenciária Lemos Brito, na Mata Escura, em Salvador.