Ederlan Santos Mariano, será julgado no dia 25 de novembro, no Fórum de Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. Ele é apontado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) como mandante do assassinato da artista, ocorrido em outubro de 2023.
Segundo a denúncia, Ederlan teria planejado o crime com ajuda de outros dois réus, Victor Gabriel Oliveira Neves e Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como Bispo Zadoque. As investigações apontam que a cantora foi atraída até o município sob o pretexto de participar de um evento gospel, mas acabou sendo levada para o local onde foi executada, às margens da rodovia BA-093.
De acordo com o MP, o crime teria motivação financeira. O grupo pretendia se beneficiar da imagem e do prestígio de Sara no meio evangélico para impulsionar a carreira musical de Victor Gabriel, garantindo retorno financeiro aos envolvidos. A hipótese inicial de um crime passional foi descartada ao longo das investigações.
Ederlan, que chegou a registrar o desaparecimento da esposa na tentativa de despistar a polícia, teria pago R$ 2 mil aos executores e prometido mais R$ 15 mil após o crime, assim que tivesse acesso ao dinheiro da cantora.
O motorista que levou Sara ao local, identificado como Gideão, já foi julgado e condenado a mais de 20 anos de prisão por participação no homicídio. Os outros acusados seguem presos e responderão ao júri popular.
O caso teve grande repercussão em todo o estado, principalmente entre membros da comunidade evangélica e artistas do meio gospel, que seguem cobrando justiça. Familiares e amigos de Sara Freitas esperam que o julgamento de novembro traga uma resposta definitiva sobre a morte da cantora, que tinha carreira promissora e era conhecida pelo trabalho nas igrejas da Bahia.