O ex-deputado estadual Paulo Frateschi (PT-SP), de 75 anos, foi morto a facadas pelo próprio filho, Francisco Frateschi, de 34 anos, durante uma briga familiar na manhã desta quinta-feira (6), em São Paulo. A esposa de Frateschi, Yolanda Maux Vianna, também foi ferida ao tentar intervir e precisou de atendimento médico.
Segundo informações confirmadas por pessoas próximas à família e por lideranças do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, o crime ocorreu dentro da residência do ex-parlamentar, localizada na zona oeste da capital. Paulo Frateschi foi atingido por golpes de faca na cabeça e nos braços, chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu.
Yolanda Maux sofreu uma fratura no braço e foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento da Lapa. Francisco Frateschi foi preso após o ocorrido. Ele é oceanógrafo formado pela Universidade de São Paulo (USP) e morava em Paraty, no Rio de Janeiro. A Secretaria da Segurança Pública informou que a agressão teria ocorrido em um episódio de surto e que o caso é investigado pelo 91º Distrito Policial.
Paulo Frateschi foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e teve trajetória marcada pela militância política. Foi presidente estadual do partido em São Paulo, deputado estadual e secretário de Relações Governamentais na gestão do então prefeito Fernando Haddad, em 2014. Também foi preso e torturado durante a ditadura militar, quando integrava a Ação Libertadora Nacional (ALN).
Nos últimos anos, manteve atuação próxima ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem era amigo pessoal. Em nota, o PT lamentou a morte do ex-dirigente e destacou sua “coragem, integridade e compromisso com a luta por um país mais justo”. Parlamentares e lideranças do partido também manifestaram pesar. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o definiu como “homem fraterno e defensor incansável da democracia”.