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Ex-ministro Aldo Rebelo denuncia existência de “caixa-preta” e acusa ONGs de travarem o país
Aldo Rebelo, que já foi ministro da Defesa e da Ciência e Tecnologia, tem se posicionado nos últimos anos como um crítico da atual política ambiental e da influência estrangeira sobre temas estratégicos brasileiros
10/11/2025 10h02 Atualizada há 8 meses atrás
Por: Luciano Bandeiras Fonte: Mais Região
Reprodução/ Redes sociais

O ex-ministro Aldo Rebelo (MDB), usou suas redes sociais para fazer duras críticas ao Governo Federal e às políticas ambientais em recente declaração que ganhou repercussão nacional. Segundo ele, existe uma “caixa-preta” dentro do Estado brasileiro, controlada por organizações não governamentais (ONGs) financiadas por interesses estrangeiros, responsáveis por bloquear o desenvolvimento econômico do país.

De acordo com Rebelo, essa suposta estrutura estaria instalada em órgãos estratégicos do governo, como o Ministério do Meio Ambiente, o IBAMA, o Ministério dos Povos Indígenas e a FUNAI. O ex-ministro afirmou que servidores e dirigentes com vínculos anteriores com ONGs atuariam dentro das pastas para representar interesses internacionais, e depois retornariam a essas entidades, mantendo um ciclo de influência sobre as políticas públicas.

“Há uma caixa-preta protegida dentro do Estado brasileiro. Ela é administrada por ONGs financiadas do exterior, que agem contra o interesse nacional. Controlam de dentro e controlam de fora”, afirmou Aldo Rebelo.

O ex-ministro também responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelas decisões e nomeações de sua equipe. Para Rebelo, não é possível que o chefe do Executivo alegue desconhecimento ou discordância das medidas que impedem o avanço de projetos estratégicos, como a exploração de petróleo na Margem Equatorial.

“O presidente nomeou a ministra Marina Silva e os dirigentes do Ibama. Não há inocência nesse bloqueio ao desenvolvimento. O governo de direito diz que é a favor do progresso, mas o governo de fato o impede”, criticou.

Fundo Amazônia e influência internacional

Entre os principais alvos das críticas está o Fundo Amazônia, programa que recebe recursos de países como Noruega e Alemanha para financiar ações de preservação ambiental. Rebelo questiona a transparência e o destino dos investimentos, afirmando que, apesar dos bilhões repassados, a Amazônia continua com os piores indicadores sociais do país.

“A Amazônia tem as maiores taxas de pobreza, analfabetismo e mortalidade infantil do Brasil. Enquanto isso, as ONGs estão nadando em dinheiro”, declarou.

O ex-ministro citou ainda o município de Uiramutã (RR), de maioria indígena, como exemplo de abandono. Segundo dados do IBGE, o local tem o maior índice de analfabetismo do país. “O que mostra que essas ONGs não protegem nada, apenas seus próprios interesses”, afirmou.

O Ministério do Meio Ambiente e o IBAMA ainda não se manifestaram oficialmente sobre as declarações de Aldo Rebelo. Em posicionamentos anteriores, a ministra Marina Silva tem reiterado que as políticas ambientais do governo buscam equilibrar conservação e desenvolvimento sustentável, respeitando acordos internacionais e as necessidades das comunidades locais.

O Fundo Amazônia também afirma, em seu site oficial, que a aplicação dos recursos é auditada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e que os projetos financiados são selecionados de forma transparente, com foco na redução do desmatamento e na promoção de alternativas econômicas sustentáveis.

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