A Bahia registrou um dos piores desempenhos econômicos recentes e caiu para a 21ª posição no ranking do PIB brasileiro, segundo dados mais recentes de análises regionais. O estado, que já esteve entre as dez maiores economias do país, agora enfrenta o desafio de reconquistar espaço em meio ao avanço de outras unidades da federação.
Especialistas apontam como principais causas a desaceleração da indústria, baixo volume de investimentos e dependência de setores vulneráveis, como agropecuária e extrativismo. O crescimento econômico baiano ficou abaixo da média nacional e inferior ao de diversos estados do Nordeste.
Na região, Pernambuco, Ceará, Maranhão e Piauí avançaram mais rapidamente, impulsionados por investimentos em logística, indústria e tecnologia. Com isso, a Bahia perdeu liderança histórica no Nordeste.
(Variação real do PIB segundo IBGE)
Entre as capitais, Salvador também fica atrás de polos mais dinâmicos como Fortaleza, Recife, Curitiba e Belo Horizonte, que registram maior diversificação econômica e atração de empresas.
(27 unidades da federação – do maior para o menor)
O IBGE aponta que dois setores influenciaram diretamente o resultado do PIB da Bahia: agropecuária e serviços ligados ao comércio. A agropecuária baiana recuou com a redução de preços, enquanto o grupo de “outros serviços”, que engloba atividades comerciais, também cresceu abaixo da média do país.
Apesar do cenário negativo, analistas destacam que o estado tem potencial de reação, especialmente em setores como energias renováveis, turismo e tecnologia. Para isso, porém, será necessária uma agenda consistente de inovação, infraestrutura e reindustrialização.