A instalação dos radares de velocidade no Ponto do Mel, em Sauípe, trecho da BA-099 em Mata de São João, abriu um novo capítulo na disputa política local. Depois de o vereador Dadau Reis (PSDB) comemorar publicamente a chegada dos equipamentos, afirmando que a conquista é fruto da cobrança de seu mandato em parceria com a pré-candidata a deputada estadual Andréia Castro, o ex-presidente da Câmara Agnaldo Cardoso contestou a versão.
Nas redes sociais e em contato com o Mais Região, Agnaldo, hoje assessor da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputada Ivana Bastos, afirmou ser o responsável pela demanda. Ele apresentou ofícios encaminhados à Seinfra pelos deputados estaduais Matheus Ferreira, em 2023, e Ivana Bastos, em março deste ano, solicitando a implantação de radar e faixa de pedestre na BA-099, nas imediações do Ponto do Mel, onde já ocorreram acidentes com vítimas fatais.
Em postagem, Agnaldo comemorou a obra e reforçou o protagonismo da comunidade e da deputada Ivana Bastos: “Notícia boa pra nossa comunidade do Sauípe e todo o litoral: depois de tanta luta nossa, o radar do Ponto do Mel está sendo instalado. É mais segurança nos caminhos da nossa gente e tranquilidade para toda a comunidade. Quero, em nome de Vila Sauípe, agradecer o empenho e atenção da deputada Ivana Bastos para esse desejo da comunidade se concretizasse.”
Em vídeos publicados nesta sexta-feira (21), o ex-presidente da Câmara aparece ao lado das placas de “fiscalização eletrônica de velocidade” que começaram a ser instaladas, reivindicando o atendimento ao pleito que, segundo ele, vem sendo feito “há anos” junto ao governo estadual.
Do outro lado, Dadau mantém o discurso de que a instalação dos radares é resultado direto das articulações recentes com Andréia Castro e com o superintendente de Transportes da Seinfra, Saulo Pontes, reforçando que a comunidade de Sauípe participou ativamente das cobranças.
Enquanto a disputa pela “paternidade” da obra ganha temperatura no campo político, moradores da região destacam que o mais importante é a efetiva entrada em operação dos equipamentos, em um dos trechos mais perigosos da Linha Verde, marcado por registros de acidentes graves e fatais.