A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou, neste domingo (23), que peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizaram uma nova perícia no imóvel que pegou fogo na madrugada de quinta-feira (20), na Praça da Música, em Praia do Forte, onde uma criança de 3 anos morreu. Desta vez, a equipe utilizou um scanner 3D para registrar imagens detalhadas do ambiente destruído pelas chamas. O estabelecimento segue interditado e fechado.
Segundo o diretor-geral da Polícia Técnica, Osvaldo Silva, o equipamento permite uma análise muito mais minuciosa da cena. “O equipamento escaneia o local e produz imagens muito precisas, permitindo ao perito revisitar o ambiente quantas vezes forem necessárias, além da realização de medições importantes, preservando vestígios”, explicou.
O scanner emite feixes de laser que fazem a varredura completa do ambiente, mesmo em condições adversas de luminosidade. As imagens tridimensionais serão anexadas ao laudo final e serão fundamentais para determinar a dinâmica do incêndio, como o ponto inicial das chamas, a propagação do fogo e a relação com os materiais encontrados no local.
Como o Mais Região apurou, existe a hipótese de que o incêndio tenha sido provocado por um curto-circuito. Peritos já haviam encontrado o quadro de energia da unidade completamente incendiado, além de trechos da fiação elétrica derretidos. Também havia pelo menos quatro refrigeradores na residência, que funcionava como depósito de bebidas da empresa responsável pelo bar recém-inaugurado no térreo.
A tragédia mobilizou moradores da localidade. O fogo tomou rapidamente os cômodos do primeiro andar, impossibilitando o resgate da criança, que ficou presa em um dos quartos. Os pais e o tio da menina sofreram queimaduras de 2º e 3º graus enquanto tentavam salvá-la e foram atendidos no PA de Praia do Forte, sendo liberados em seguida. O corpo da criança foi encontrado carbonizado e liberado para sepultamento após reconhecimento pela arcada dentária.
Com a nova etapa da perícia, a Polícia Técnica busca consolidar todas as evidências que ajudarão a esclarecer as causas e circunstâncias do incêndio. O laudo conclusivo deve orientar o inquérito policial que investiga o caso.