Geral Saúde
Com a chegada do verão, campanha Dezembro Laranja reforça alerta para prevenção do câncer de pele
Com maior exposição ao sol e índices elevados de radiação UV, especialistas destacam cuidados essenciais e sinais de alerta para o diagnóstico precoce
01/12/2025 11h34
Por: Anderson Almeida Fonte: Ascom / Weber Shandwick
Reprodução / TJCC

Com a aproximação do verão — que começa em 21 de dezembro de 2025 e termina em 20 de março de 2026 —, a campanha Dezembro Laranja volta a ganhar destaque. Promovida anualmente pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a ação é dedicada à prevenção do câncer de pele, o tipo mais frequente no país, responsável por cerca de 30% dos diagnósticos de câncer.

A conscientização se torna ainda mais relevante nesta época, marcada por temperaturas elevadas e maior exposição solar. De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o verão de 2024/25 foi o sexto mais quente no Brasil desde 1961, registrando temperaturas 0,34 ºC acima da média observada entre 1991 e 2020.

O verão realmente aumenta o risco de câncer de pele?

Segundo a dermatologista e professora de Medicina da UniCesumar de Maringá (PR), Cristiane Rallo, a resposta é sim. Durante o verão, a incidência de radiação ultravioleta (UV) é mais intensa, o que pode causar diversos danos à pele, como queimaduras solares, manchas, piora do melasma, envelhecimento precoce, flacidez, pigmentação irregular e alterações celulares que podem evoluir para câncer de pele.

“Neste período, devido às férias e às viagens a locais com praia, piscinas e parques, as pessoas ficam mais expostas ao sol e precisam reforçar a proteção solar”, ressalta a médica.

Cuidados para reduzir os danos da exposição solar

Para minimizar os prejuízos à pele, a especialista lista algumas recomendações fundamentais:

Além dessas medidas, a dermatologista destaca que uma alimentação equilibrada e uma boa hidratação contribuem para a saúde da pele, mas não substituem o uso de protetor solar. “A ingestão adequada de água e alimentos ricos em antioxidantes — como vitaminas A, C e E, e carotenoides — ajuda a combater os radicais livres gerados pela radiação UV”, completa Rallo.

Sinais de alerta: como identificar o câncer de pele

Para o diagnóstico precoce do melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele, a dermatologia utiliza a regra do “ABCDE”, que avalia as características das pintas:

No caso do câncer de pele não melanoma, os sinais de atenção incluem:

Uso correto do protetor solar

A SBD recomenda o uso diário de protetor solar, inclusive em dias nublados, já que até 80% da radiação UV consegue atravessar as nuvens. Os danos causados pela exposição são cumulativos. “Até dentro de casa o protetor continua sendo importante, especialmente quando há exposição indireta próxima a janelas. A aplicação deve incluir áreas como rosto, pescoço, orelhas, colo, braços e mãos”, explica a especialista.

Quanto ao Fator de Proteção Solar (FPS), a orientação é optar por produtos que ofereçam proteção eficaz contra os raios UVA e UVB. “No dia a dia, filtros com FPS 30, no mínimo, são recomendados. Pessoas com pele clara, histórico de câncer de pele ou condições como vitiligo, albinismo e lúpus cutâneo podem precisar de fatores mais altos, como FPS 50 ou superior”, afirma Rallo.

A dermatologista reforça que o FPS, isoladamente, não garante proteção total. O ideal é utilizar produtos de amplo espectro, que protejam contra UVA, UVB e luz visível — especialmente importante para quem tem tendência a desenvolver manchas.