Os Correios tentam diminuir a taxa de juros do empréstimo de R$ 20 bilhões após o alerta feito pelo TCU (Tribunal de Contas da União) sobre o custo da operação.
Segundo apurou a CNN Brasil, a empresa negocia com o consórcio de bancos uma revisão da taxa proposta, hoje em 136% do CDI, antes de enviar a documentação ao Ministério da Fazenda.
O percentual mais alto surpreendeu integrantes da cúpula dos Correios e passou a ser o principal ponto de tensão na negociação, especialmente porque o TCU questionou a justificativa para um custo tão elevado.
De acordo com fontes da empresa, dois fatores ajudam a explicar a postura dos bancos: o montante elevado do financiamento e a capacidade de pagamento da estatal, que atravessa um período de forte restrição financeira.
Um dos critérios avaliados pelos bancos para conceder crédito é exatamente a condição do tomador de honrar as parcelas dentro do prazo.
O diagnóstico atual dos Correios, segundo interlocutores, pesou na definição da taxa.
A formação desse consórcio ocorreu porque uma única instituição não assumiria isoladamente uma operação dessa magnitude, o que também influencia na discussão sobre o custo final.
Para além do alerta técnico, o Conselho de Administração dos Correios já autorizou a contratação do empréstimo.
No entanto, como a operação será avalizada pelo Tesouro, a liberação depende de um parecer do Ministério da Fazenda, que só poderá iniciar a análise quando receber a documentação completa, algo que ainda não ocorreu justamente porque a empresa aguarda os ajustes na taxa de juros e deve demorar ainda mais para enviar os documentos.
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