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Geral Bahia

PM suspeito de matar gerente de supermercado é absolvido após júri popular

Juliana de Jesus Ribeiro foi morta a tiros em 2023 após ser rendida ao sair do trabalho

06/12/2025 10h02
Por: Luciano Bandeiras Fonte: Correio 24h
Reprodução/ Correio 24h
Reprodução/ Correio 24h

O policial militar Diego Kollucha Santos Vasconcelos foi absolvido pela Justiça após ser acusado de matar a gerente de supermercado Juliana de Jesus Ribeiro, em 2023. Ele passou por júri popular na quinta-feira (4), no Tribunal do Júri de Santo Amaro, cidade no Recôncavo da Bahia. 

O júri avaliou que as informações sobre o caso não apontavam Kollucha como o autor dos disparos de arma de fogo que causaram a morte de Juliana. Além disso, os jurados não viram elementos que confirmassem que o policial militar havia utilizado um veículo com placa adulterada no local do crime, um dos principais pontos levantados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). 

A denúncia apresentada pelo MP-BA no ano passado trazia detalhes como a geolocalização do suspeito e indícios de que ele teria usado um veículo com placas adulteradas no dia do crime, além de roupas e acessórios encontrados na casa do policial, semelhantes aos usados pelo atirador.

Diante da decisão do júri, o juiz Abraão Barreto Cordeiro determinou a absolvição do suspeito. Além disso, o magistrado pediu a soltura do militar, que está preso desde 2024.

Relembre o caso

Juliana de Jesus Ribeiro, que era gerente de um mercado, foi morta a tiros quando fechava o estabelecimento, em maio de 2023, na cidade de Saubara, também no Recôncavo. Conforme denúncia oferecida pelo MP, a vítima foi executada sem receber chance de defesa. Isso por que ela foi assassinada pelas costas, quando estava rendida. O momento chegou a ser registrado por câmeras de segurança.

De acordo com laudos policiais, Juliana foi atingida diversas vezes à queima roupa na cabeça, rosto, tórax, abdômen e braços.

Na época, o MP acusou Diogo Kollucha de observar a rotina da vítima treze dias antes do assassinato, percorrendo o mesmo percurso e realizando as mesmas ações que foram feitas na data do homicídio. No dia do crime, ele e um comparsa, que não foi identificado, teriam rendido a vítima quando ela saía do trabalho, utilizando técnicas semelhantes as de abordagem policial.

Ainda conforme a denúncia, eles obrigaram Juliana a colocar as mãos na cabeça e a ficar de costas para eles. O MP também alegou que o soldado alterou as placas do veículo utilizado no crime com a finalidade de dificultar a investigação.

Após ser denunciado pelo MP, Diego Kollucha fugiu do Batalhão da Polícia Militar, localizado em Lauro de Freitas. A fuga aconteceu no dia 27 de março de 2024. Dois dias depois, em 29 de março, ele foi capturado novamente, em Feira de Santana, para onde teria escapado com apoio de comparsas. A motivação para a morte de Juliana Ribeiro ainda não foi esclarecida.

Reprodução/ Correio 24h

 

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