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Após liberar R$ 1 bi, ALBA recebe novo pedido de empréstimo de Jerônimo: R$ 720 milhões
Governador encaminha novo projeto de crédito ao BNDES poucas horas depois da última aprovação e provoca reação imediata da oposição
12/12/2025 12h34
Por: Anderson Almeida Fonte: Portal do Casé
Keila Abreu / Mais Região

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), encaminhou à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) um novo pedido de autorização para contratar empréstimo, desta vez no valor de R$ 720 milhões. A solicitação chegou ao Legislativo na quinta-feira (11), apenas algumas horas após os deputados aprovarem outra operação de crédito de quase R$ 1 bilhão.

O novo projeto determina que o Estado possa firmar a operação junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), utilizando recursos do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS).

De acordo com o governo, os valores serão destinados a obras de infraestrutura física nas áreas de educação e saúde, envolvendo diversos municípios. A proposta é ampliar ações voltadas ao desenvolvimento social e ao fortalecimento de serviços públicos considerados essenciais.

A oposição, que já havia imposto obstáculos na votação do empréstimo anterior, voltou a reagir. O líder da minoria, deputado Tiago Correia (PSDB), classificou a medida como "falta de compromisso com o futuro do estado".

“Jerônimo acaba de apresentar o 23º pedido de empréstimo. O orçamento do Estado para 2027 é de 77 bilhões de reais, sendo 27 bilhões só de operações de crédito. Isso significa que mais de um terço de tudo que a Bahia arrecada vai está comprometido com dívida. A cada 10 reais produzidos, 3 ficam comprometidos com empréstimos. O governador, desde que assumiu, já solicitou 750 milhões por mês, uma média de 25 milhões por dia, mais de um milhão por hora”, afirmou.

O deputado Sandro Régis (União) foi ainda mais duro: “Ou Jerônimo é muito incompetente ou ele recebeu uma herança maldita de Rui Costa e Jaques Wagner. A verdade é que o PT, depois de 20 anos no poder, deixou o Estado completamente quebrado, recorrendo a operações de crédito em sequência para tentar pagar as contas básicas”.