Geral Saúde
OMS emite alerta para nova variante da gripe e aponta Brasil entre os países mais afetados
Órgão identifica aumento rápido de casos do vírus Influenza A(H3N2), com subclado K, em diversos países
15/12/2025 21h55
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Crédito: Freepik

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta para o crescimento da circulação de uma nova variante do vírus da gripe, após identificar um aumento rápido de casos do Influenza A(H3N2), com subclado K (J.2.4.1), em diferentes países. O comunicado foi divulgado na quarta-feira (10) e aponta o Brasil entre as nações com maior proporção de registros positivos.

Segundo a OMS, o subclado K do vírus Influenza A(H3N2) foi detectado em vários países, com maior concentração de casos no hemisfério norte. No entanto, dados referentes ao período de 24 a 30 de novembro, apresentados em mapa de percentual de positividade, indicam que o Brasil está entre os países com maior proporção de resultados positivos para a doença.

No comunicado, o órgão informou que “os dados epidemiológicos atuais não indicam um aumento na gravidade da doença, embora este subclado represente uma evolução notável nos vírus da influenza A(H3N2)”.

Na sexta-feira (12), a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) divulgou uma nota informativa reforçando a importância do monitoramento da evolução do vírus, da ampliação da cobertura vacinal, do tratamento adequado dos casos e da preparação dos sistemas de saúde para uma possível temporada de doenças respiratórias mais intensa e precoce em 2026.

A Opas também reiterou “a importância da vacinação contra a influenza sazonal para pessoas idosas, com doenças crônicas, gestantes e outros grupos com maior risco de complicações”, destacando que a proteção desses públicos contribui para a redução da pressão sobre os serviços de hospitalização.

Além disso, a entidade ressaltou que “medidas preventivas individuais, como a lavagem das mãos, cobrir a boca ao tossir ou espirrar e permanecer em casa em caso de febre ou sintomas, continuam sendo fundamentais para limitar a transmissão”.