A família de Thainá Oliveira, de 28 anos, vítima de feminicídio em Mata de São João, autorizou a doação de órgãos da jovem, em um gesto de solidariedade que pode salvar outras vidas. O sepultamento está previsto para esta terça-feira (16), mas o local e o horário ainda não foram informados.
Thainá morreu após permanecer internada em estado gravíssimo no Hospital Geral de Camaçari (HGC), onde estava entubada e inconsciente, lutando contra as sequelas de agressões sofridas durante uma discussão com o companheiro, na madrugada do dia 2 de dezembro, na localidade do Diogo, no litoral matense. Ela não resistiu ao afundamento de crânio e às múltiplas lesões cerebrais causadas pela violência extrema.
Segundo relatos de moradores, o casal havia se mudado recentemente para a comunidade. Funcionária de um resort na Praia do Forte, Thainá estava de folga no dia anterior ao crime e foi vista no fim da tarde de segunda-feira (1º) consumindo bebida alcoólica com amigas nas proximidades de um rio. Ao retornar para casa, teria sido confrontada pelo companheiro, e a discussão evoluiu para agressões brutais ao longo da madrugada.
A vítima sofreu ferimentos considerados devastadores, incluindo fraturas múltiplas na cabeça, sangramento nasal, extensas lesões no cérebro e desfiguração facial. Inicialmente, ela foi socorrida e encaminhada para a UPA de Praia do Forte, sendo posteriormente transferida para o HGC, devido à gravidade do quadro clínico.
No hospital, a equipe médica chegou a iniciar o protocolo de morte encefálica, diante das lesões irreversíveis constatadas no cérebro. Uma das principais funções neurológicas, responsável pelos movimentos do corpo, já estava completamente comprometida. Após dias sem qualquer resposta clínica, Thainá não resistiu.
O autor das agressões fugiu logo após o crime e continua foragido. O caso está sendo investigado pela 2ª Delegacia Territorial de Mata de São João, sob responsabilidade do delegado titular Dr. Joaquim, e é tratado oficialmente como feminicídio. Moradores da comunidade relatam clima de comoção e cobram justiça e a prisão do suspeito.