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Lula anuncia saída de Celso Sabino do Turismo após União Brasil retomar comando da pasta
Ministro deixa o cargo após expulsão do partido, que indicou Gustavo Feliciano para substituição
17/12/2025 21h48
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quarta-feira (17), a saída de Celso Sabino do comando do Ministério do Turismo, após o União Brasil solicitar de volta a titularidade da pasta. A decisão foi comunicada ao fim de reunião ministerial realizada na Granja do Torto e ocorre após a expulsão de Sabino da legenda.

A mudança foi motivada pelo pedido formal do União Brasil, partido responsável pela indicação de Sabino ao cargo. O ex-ministro foi expulso da sigla sob acusação de infidelidade partidária, após permanecer no governo contrariando decisão da direção nacional.

De acordo com o G1, o União Brasil indicou Gustavo Feliciano, filho do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil-PB), para assumir o ministério. O nome foi confirmado pelo senador Efraim Filho (União Brasil-PB), líder da legenda no Senado.

Damião Feliciano atua como um dos coordenadores das bancadas evangélica e negra na Câmara dos Deputados. Ainda segundo o G1, a indicação foi negociada com a ala governista do partido e contou com o aval do presidente nacional da sigla, Antônio de Rueda, que havia anunciado recentemente o afastamento do União Brasil do governo.

Na tarde desta quarta-feira (17), Celso Sabino confirmou que deixará o governo após o pedido do partido pela vaga. “Eu imagino que o partido deva ter as suas razões para ter tomado essa decisão de se afastar do governo e deve ter suas razões também para agora buscar se aproximar do governo”, afirmou.

Sabino informou que pretende retomar o mandato de deputado federal e disputar uma vaga ao Senado nas eleições do próximo ano. “A gente já vem conversando com o presidente há alguns dias. E o partido já vem há alguns dias também, nesse diálogo, buscando esse espaço”, declarou.

Segundo o ex-ministro, a saída foi definida na terça-feira (16), após reunião entre lideranças do União Brasil e a ministra das Relações Institucionais, Gleise Hoffmann. Ele disse ainda que não definiu por qual partido pretende concorrer ao Senado e que seguirá apoiando o governo.