Olá colegas!!! Tudo bem?!
Vocês já perceberam que, quando chegam as férias, cada família vive esse período de um jeito próprio? Assim como existem diferentes formas de amar e criar, também existem diferentes formas de organizar o tempo, a convivência e a rotina durante essa época tão esperada do ano.
Muitas crianças e adolescentes vivem em famílias nas quais um dos genitores não mora na mesma casa.
Seja por separação, divórcio, trabalho em outra cidade ou outras circunstâncias, é comum que mãe e pai organizem os cuidados e o convívio de maneira compartilhada, mesmo em lares distintos. E quando chegam as férias, essas dinâmicas ganham novos formatos. Há crianças que passam parte das férias com a mãe e outra parte com o pai. Outras permanecem na casa onde vivem durante o ano, mas recebem visitas, passam fins de semana prolongados ou fazem viagens com o genitor que mora em outro endereço.
Existem também famílias monoparentais, nas quais apenas um dos responsáveis está diariamente presente, mas que contam com outros adultos - avós, tios, padrastos, madrastas - que tornam esse período mais leve e cheio de apoio.A sociologia e as ciências da família reconhecem que esses arranjos não diminuem vínculos. Pelo contrário: as férias podem ser um momento de aproximação afetiva, reorganização do tempo e criação de novas memórias, mesmo quando as casas são diferentes. O cuidado não se mede pela distância; mede-se pela presença emocional, pela atenção, pela responsabilidade e pelo compromisso com o bem-estar dos filhos.
Portanto, neste fim de ano, ao olharmos para as celebrações e para o recesso escolar, é importante lembrar que todas as famílias constroem seu próprio modo de viver as férias, seja dividindo o tempo entre duas casas, seja mantendo a rotina em um único lar, seja contando com uma rede ampliada de apoio. O que realmente importa é que este período continue sendo espaço de descanso, convivência e afeto - independentemente da configuração familiar.